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Correio da Manhã

Política
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Líder do CDS-Madeira diz que "jardinismo acabou"

O líder do CDS/PP-Madeira, José Manuel Rodrigues, afirmou hoje que o "jardinismo acabou" na sexta-feira, com o resultado das eleições directas no PSD-M, no qual Alberto João Jardim venceu apenas com metade dos votos dos militantes.
3 de Novembro de 2012 às 12:54
José Manuel Rodrigues, líder do CDS/PP-Madeira, Alberto João Jardim
José Manuel Rodrigues, líder do CDS/PP-Madeira, Alberto João Jardim FOTO: Jorge Miguel Gonçalves

"Não gosto da expressão, mas acho que o jardinismo acabou ontem [sexta-feira]. O regime laranja acabou ontem e compete-nos a nós (CDS-M) criar os alicerces de uma nova Madeira", declarou José Manuel Rodrigues na abertura das jornadas parlamentares dos populares madeirenses que decorrem em Machico.

O dirigente democrata cristão insular argumentou que existem "vitórias que desonram e derrotas que honram as pessoas que as têm", sublinhando que as internas do PSD-M revelam "um dado que é absolutamente certo: o presidente do Governo Regional, que já só tinha a confiança de metade dos madeirenses nas eleições, desde ontem só tem metade dos votos dos militantes do seu próprio partido".

"Pergunto se ainda tem condições e legitimidade para governar a Madeira?", questionou José Manuel Rodrigues.

O presidente do CDS-M sublinhou que apesar do "PSD ter a maioria de deputados na Assembleia Legislativa da Madeira, há muito já perdeu a confiança da maioria dos madeirenses, sobretudo porque se tem revelado incapaz de compreender os resultados eleitorais, os anseios dos madeirenses".

 Realçou ainda que enquanto o CDS-Madeira se "abriu à sociedade civil e à participação dos independentes, o PSD, pela votação nas directas, enclausura-se, exclui, fecha-se no que tem de pior no seu passado, a arrogância, a prepotência e a defesa dos interesses instalados".

José Manuel Rodrigues salientou que "os acontecimentos dos últimos dias, quer a votação do Orçamento do Estado, quer o que vai decorrer até à votação final a 27 de Novembro, quer a evolução da política regional, trazem força ao CDS, mas dão também mais responsabilidade para junto com a sociedade civil da Madeira, encontrar novas soluções e respostas para os problemas que existem".

"A primeira etapa da mudança politica na Madeira (...) serão as eleições autárquicas do próximo ano. Aí é que vai começar a mudança política na região", frisou.

O líder popular insular elogiou também "a coragem, a persistência e a forma airosa e suave como o deputado Rui Barreto votou contra o Orçamento do Estado, por mandato da comissão política do CDS-Madeira".

"Uns concordarão e outros discordarão do nosso sentido de voto", disse, garantindo que "foi uma posição difícil de tomar, mas é uma posição responsável", realçando ser "evidente que a passagem do OE não dependia do deputado do CDS-Madeira" mas prova que o partido não tem duas posições.

"Há uns que dizem mal do OE no Funchal e depois votam a favor do mesmo OE na Assembleia da República em Lisboa. Se alguém tem duas caras na política madeirense, não é com certeza o CDS, nem o deputado Rui Barreto", opinou.

O programa destas jornadas parlamentares do CDS-Madeira inclui dois painéis, um em que será abordado o problema do turismo e transportes e um outro explanará a situação da pobreza e solidariedade social.

José Manuel Rodrigues líder do CDS/PP-Madeira Alberto João Jardim
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