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Correio da Manhã

Política
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Louçã lamenta decisão de Rui Tavares

O líder do BE lamentou nesta terça-feira a decisão do eurodeputado Rui Tavares de abandonar a delegação bloquista ao Parlamento Europeu, mas escusou-se a comentar o que considerou serem "discussões pessoais".
21 de Junho de 2011 às 15:49
"Não vou fazer discussões sobre questões pessoais como compreende, não teria sentido", disse Francisco Louçã
'Não vou fazer discussões sobre questões pessoais como compreende, não teria sentido', disse Francisco Louçã FOTO: Bruno Colaço

"Com certeza [que lamento]. Não me surpreendeu de forma nenhuma, infelizmente. Mas serão a Marisa Matias e o Miguel Portas, que trabalharam no Parlamento  Europeu e que foram eleitos na lista de que fez parte Rui Tavares que vão fazer um comentário sobre o assunto", disse, questionado sobre o afastamento  de Rui Tavares.  

O eurodeputado abandonou a delegação do Bloco de Esquerda ao Parlamento  Europeu, em virtude de o líder do partido não ter pedido desculpas após o ter acusado de estar na origem de informações enganosas.  

Numa nota à imprensa divulgada em Bruxelas, Rui Tavares, independente que havia sido eleito em 2009 para o Parlamento Europeu integrado nas listas do Bloco de Esquerda, diz que perdeu a "confiança pessoal e política no  coordenador nacional" do partido, tornando-se assim "impossível" continuar  integrado na delegação bloquista, pelo que passou à condição de independente  integrado no grupo dos Verdes europeus.  

Na origem do diferendo está um texto publicado por Louçã na passada sexta-feira à noite, na página de Facebook do líder do BE, no qual este  sugeria que Rui Tavares estaria na origem de informações falsas colocadas  nos jornais ‘i’ e ‘Sol’ sobre os fundadores do Bloco, "fazendo desaparecer da história Fernando Rosas", substituído pelo ex-dirigente Daniel Oliveira, uma das vozes críticas da actual direção do Bloco.  

"Não vou fazer discussões sobre questões pessoais como compreende, não teria sentido", disse Francisco Louçã.  

O líder bloquista salientou ainda que Rui Tavares "era independente", sublinhando não temer que este afastamento afete a coesão interna do partido. 

"Tenho pena, mas não temo nada, antes pelo contrário. O Bloco de Esquerda terá uma grande capacidade de resposta à situação dificílima que teremos com uma maioria de direita e a necessidade de uma resposta clara à esquerda",  afirmou.  

Numa nota divulgada em Bruxelas, os eurodeputados do Bloco de Esquerda  Miguel Portas e Marisa Matias consideraram "desproporcionada" a decisão  do seu colega Rui Tavares de abandonar a delegação bloquista ao Parlamento Europeu na sequência de uma divergência pessoal com o líder do partido. 

Miguel Portas e Marisa Matias também criticam implicitamente o facto de Rui Tavares ter decidido tornar-se independente pelo grupo parlamentar  dos Verdes europeus, abandonando a família política do Grupo de Esquerda Unitária, que integra os eurodeputados do Bloco e do PCP.  

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