Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
7

Luís Filipe Menezes elogia cooperação estratégica

Chegou sozinho, antes da hora marcada, ao Palácio de Belém para prestar cumprimentos ao Presidente da República. No final de um encontro que durou perto de hora e meia, o líder do PSD, Luís Filipe Menezes, elogiou o chefe de Estado, considerando que Cavaco Silva “recriou de forma excelente o exercício daquilo que são os poderes presidenciais no nosso sistema semipresidencialista”.
24 de Outubro de 2007 às 00:00
Luís Filipe Menezes foi sozinho a Belém para falar com Cavaco Silva numa reunião de hora e meia
Luís Filipe Menezes foi sozinho a Belém para falar com Cavaco Silva numa reunião de hora e meia FOTO: José Sena Goulão
O comentário foi proferido na sequência de uma pergunta sobre o que pensava o líder social-democrata a propósito da cooperação estratégica entre Belém e São Bento.
“Vejo com bons olhos”, começou por responder Luís Filipe Menezes que justificou a sua ida a Belém sem ‘entourage’ com o facto de o primeiro-ministro também não levar “o Conselho de Ministros” para o encontro semanal com Cavaco Silva: “O primeiro-ministro não costuma vir com o Conselho de Ministros. É uma boa razão para eu também vir sozinho”, disse.
Quanto ao encontro, Menezes adiantou que a audiência serviu para fazer uma “primeira abordagem das perspectivas do PSD para a sua afirmação como alternativa” ao PS, insistindo na ideia de que o facto do maior partido da oposição ter voz é fundamental para a Democracia. E, fez questão de registar que a reunião a dois “foi muito agradável”.
Menezes admitiu consensos – e não pactos – em áreas importantes como a Diplomacia e a Defesa, nas quais o seu partido deve ser ouvido.
“A governação do dia-a-dia pressupõe um entendimento e uma consulta permanente”, destacou o também autarca de Gaia, apontando o Parlamento como o espaço para esses consensos, assegurando que o Pacto para a Justiça “será cumprido até ao fim”. Isto, apesar de o ter criticado no passado.
Sobre a polémica em torno das comissões parlamentares, Menezes respondeu: “Seria um mau começo para mim, na casa do senhor Presidente da República, falar em assuntos partidários.” Mais tarde, Menezes prestou cumprimentos a D. José Policarpo.
"TODOS SOMOS BARROSISTAS"
O novo presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros, Henrique de Freitas (na foto), disse ontem à Lusa que a decisão de substituir os anteriores presidentes das comissões parlamentares é “um apelo” do líder social-democrata “à unidade do partido”. “As substituições são um apelo de Luís Filipe Menezes à unidade do partido”, sublinhou Henrique de Freitas, que substituiu José Luís Arnaut na presidência da Comissão Parlamentar de Negócios Estrangeiros.
Esta reacção surge depois das críticas de José Matos Correia, ex-chefe de gabinete de Durão Barroso e das palavras de Manuela Ferreira Leite a alertar que estas mudanças não eram um bom sinal para a unidade do PSD.
Henrique de Freitas recordou, a propósito, que os novos presidentes das comissões parlamentares têm “um passado em comum”: “Todos somos barrosistas.” Além disso, acrescentou, os novos presidentes das comissões parlamentares de Ética (Marques Guedes) e de Obras Públicas (Miguel Frasquilho) foram apoiantes de Marques Mendes. Miguel Relvas reconheceu estar magoado com o sucedido. Hoje há reunião da bancada.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)