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Correio da Manhã

Política
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LUTA CONTRA O TERRORISMO

Os contributos para a Carta da Organização Segurança e Cooperação para a Europa estão dados.
12 de Junho de 2002 às 23:14
Durão Barroso recebeu elogios de George Robertson
Durão Barroso recebeu elogios de George Robertson
No final da primeira Conferência de alto nível da OSCE, realizada em Lisboa, sob presidência portuguesa, o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Martins da Cruz, considerou ontem que a moldura política do documento, a aprovar em Dezembro, no Estoril, deverá incluir objectivos ao nível da "identificação de meios e instrumentos para estreitar a cooperação e coordenação entre organizações internacionais e regionais" no combate ao terrorismo.


Martins da Cruz realçou ainda que este documento “político” deverá ter em linha de conta a prevenção contra o terrorismo, ao nível financeiro, a formação e o treino de polícias, o apoio por parte das Nações Unidas aos países a nível legal, por forma a coordenar as directrizes da organização e a realidade local. Na ocasião, o ministro sublinhou que este combate não deve descurar o respeito pelos direitos humanos e o valores democráticos. A propósito, destacou a necessidade de não se identificar os terroristas com islamitas.


O discurso de Martins da Cruz foi ao encontro da intervenção do primeiro-ministro que abriu os trabalhos. Durão Barroso, defendeu a coordenação de esforços e considerou que as Nações Unidas devem assumir um papel fundamental na luta contra o terrorismo. Por isso, Barroso deixou o recado a todos os países membros das Nações Unidas para aplicarem e ratificarem os 12 acordos e protocolos sobre terrorismo definidos pela ONU, garantindo que Portugal “espera concluir este processo ainda este ano”, uma vez que, combate ao terrorismo “é um imperativo nacional”.
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