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Correio da Manhã

Política
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Maioria absoluta dá vitória ao PSD

Apenas 16,5% dos portugueses acreditam numa vitória do PS nas próximas legislativas, contra 65% que apostam no PSD. São mais os que não têm opinião – 18,2% – do que os que escolhem o Partido Socialista.
26 de Novembro de 2010 às 00:30
O líder do PSD, Passos Coelho
O líder do PSD, Passos Coelho FOTO: d.r.

Ainda de acordo com a sondagem da Aximage para o Correio da Manhã, se os sociais-democratas não conseguirem obter a maioria absoluta nas eleições para a Assembleia da República, 30,3% dos portugueses defendem que o partido se deve aliar com o CDS para formar um governo de maioria absoluta, enquanto uma coligação com o PS recolhe a preferência de 28,4%. Já um governo minoritário do PSD tem o suporte de 24,8% dos inquiridos.

Porém, os portugueses parecem acreditar que o País só consegue sair da crise económica e financeira em que se encontra com um governo de coligação, ou de unidade nacional: se o PS ganhasse as eleições, mas sem alcançar a maioria absoluta, 44,2% dos portugueses defendem que se deveria aliar ao PSD e 22,3% que fosse para o governo com o BE e o PCP. A opção de governar sozinho recebe o apoio de 15,2% dos inquiridos.

Qualquer um destes últimos cenários dificilmente poderia ter lugar se tivermos em conta as respostas dos inquiridos à sondagem CM/Aximage. Colocados no lugar do Presidente da República, sobre quem escolheriam como novo primeiro-ministro, 32,5% apontam para Pedro Passos Coelho, enquanto 11,5% dos inquiridos entendem que deve continuar a ser José Sócrates. São em maior número – 27% – os que preferem "outros" ao actual primeiro-ministro.

Por ordem de preferência para chefe do governo aparecem Francisco Louçã (5%), Paulo Portas (4,3%) e Jerónimo de Sousa (4%). Logo a seguir aos líderes partidários, surgem os nomes de Marcelo Rebelo de Sousa (2,9%), Manuel Alegre (2,1%) e Luís Amado (1,4%).

COLIGAÇÃO DE LUÍS AMADO APROVADA PELOS PORTUGUESES

A hipótese de um governo de coligação apresentada a 13 de Novembro pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, é "uma proposta sobre a qual vale a pena pensar" para 65,3% dos portugueses inquiridos na sondagem da Aximage para o Correio da Manhã.

Amado defendeu que 2011 "é um ano perfeitamente crítico para Portugal" e que o Orçamento para 2011 é de "emergência", sendo indispensável um "acordo mínimo" para a sua execução. Daí a defesa que fez de um governo de coligação, que seria uma forma de garantir a estabilidade política num momento de crise.

Os portugueses concordam: apenas 28,5% dos inquiridos dizem que "não vale a pena pensar" na proposta de Luís Amado, enquanto 6,2% "não têm opinião".

FICHA TÉCNICA

Objectivo: Primeiro-ministro preferido; Eleições legislativas - dinâmica da vitória; Proposta de governo de coligação feita por Luís Amado;

Universo: Indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais de Portugal com telefone fixo no lar ou possuidores de telemóvel

Amostra: Aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto  legislativo) e representativa do universo. Foi extraída de um subuniverso obtido de forma idêntica. A amostra contou com 600 entrevistas efectivas: 285 a homens e 315 a mulheres, 145 no Interior, 230 no Litoral Norte e 225 no Litoral Centro Sul, 175 em aldeias, 203 em vilas e 222 em cidades;

A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por CATI (Computer Assisted Telephonic Interview);

Trabalho de campo: Decorreu entre os dias 22 e 26 de Novembro de 2010, com uma taxa de resposta de 72,2%;

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio-padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma margem de erro - a 95% - de 4,0%);

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

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