Há mais inquiridos a acreditar que o Executivo aguente até 2028, mas uma fatia considerável aponta para uma queda no espaço de dois anos.
A maioria dos portugueses acredita que o Governo irá durar os quatro anos e meio da legislatura, terminando o mandato a 2028, de acordo com a sondagem da Intercampus para o Correio da Manhã e ‘Negócios’.
O barómetro revela que quase metade das respostas apontam para que o Executivo dure até ao fim, correspondendo a 42% dos inquiridos. Porém, uma parte significativa defende que a duração será mais curta: quase um quarto (23,8%) diz que dura mais um ano, enquanto um pouco menos (21%) acredita que dura mais dois anos, ou seja, até depois da eleição do próximo Presidente da República.
Esta é uma subida significativa em relação ao início do verão, altura em que o pessimismo era maior. Na sondagem de junho, antes de as negociações para o Orçamento do Estado começarem, quase metade das respostas apontavam para um Governo a cair antes de 2028, ano em que acaba a legislatura. Apenas um quarto dos portugueses, na altura, acreditava que iria durar os quatro anos e meio de legislatura.
Apesar deste otimismo, as opiniões são mais divididas quanto ao rendimento do Governo da Aliança Democrática (AD).
Em comparação com o anterior Executivo do PS de António Costa, um terço (32,9%) acredita que o trabalho de Luís Montenegro e restantes ministros é melhor. No entanto, o resultado é bastante equilibrado nas restantes opções, com 32,4% a acreditarem que está a ser igual, enquanto 29,4% apontam para uma governação pior da coligação de direita.
Quanto à expectativa que tinham no Executivo da AD, quase um terço (31,6%) dos inquiridos nesta sondagem admite que está a ser pior do que o esperado. Pelo contrário, menos de um quarto (20,7%) garante que está a fazer um trabalho melhor.
Já a maioria (42,5%) acredita que está a corresponder ao esperado. O relatório do barómetro sublinha que “esta pergunta é traiçoeira, pois não sabemos quais as expectativas de cada um”.
Este estudo foi feito entre 21 e 27 de novembro. Ou seja, ainda antes da aprovação final do Orçamento do Estado para o próximo ano, que aconteceu na sexta-feira.
No entanto, aquando da realização da sondagem, já havia a garantia de viabilização por parte do PS.
Vida está igual para a maioria
A esmagadora maioria dos portugueses entende que a sua qualidade de vida se manteve inalterada desde que o Governo da Aliança Democrática assumiu funções, em abril. O universo dos inquiridos da sondagem da Intercampus para o CM e para o ‘Negócios’ mostra, assim, algum pessimismo, com 21,2% a considerarem que a sua vida piorou ao longo destes oito meses de governação e apenas 14% a afirmarem que a sua vida melhorou.
PS ataca falta de informação
O líder do PS Madeira, Paulo Cafôfo, acusou no sábado o Governo Regional de esconder informação sobre os incêndios que atingiram a região em agosto. “Está envolto em algum obscurantismo, porque aquilo que tem acontecido é: ou há mentiras, ou há contradições ou há ocultações”, disse o socialista.
FICHA TÉCNICA. Objetivo Sondagem realizada pela Intercampus para o CM e a CMTV, com o objetivo de conhecer a opinião dos portugueses sobre diversos temas da atualidade nacional. Universo População portuguesa, com 18 ou mais anos, eleitoralmente recenseada, residente em Portugal continental. Amostra É constituída por 605 entrevistas, com a seguinte distribuição: 302 a homens e 303 a mulheres; 128 a pessoas entre os 18 e os 34 anos, 208 entre os 35 e os 54 anos e 269 a pessoas com 55 ou mais anos; 229 no Norte, 141 no Centro, 166 em Lisboa, 42 no Alentejo e 27 no Algarve. Seleção da amostra A seleção do lar fez-se através da geração aleatória de números de telefone fixo/móvel. No lar a seleção do respondente foi realizada através do método de quotas de género e idade (3 grupos). Foi elaborada uma matriz de quotas por região (NUTS II), género e idade, com base nos dados do Recenseamento Eleitoral da população portuguesa (31/12/2023) da Direção-Geral da Administração Interna (DGAI) Recolha da informação Através de entrevista telefónica, em total privacidade, através do sistema CATI. Os trabalhos de campo decorreram entre 21 a 27 de novembro de 2024. Margem de erro O erro máximo de amostragem, para um intervalo de confiança de 95%, é cerca de +/- 4,0%. Taxa de resposta 62,1%
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