Barra Cofina

Correio da Manhã

Política

Maioria dos portugueses não sabe data das europeias

Apesar da notoriedade do social-democrata Paulo Rangel, é o PS quem lidera nas intenções de voto. Metade dos inquiridos na sondagem admite não ir às urnas.
Wilson Ledo 25 de Março de 2019 às 01:30
Parlamento Europeu
Parlamento Europeu
Paulo Rangel
Pedro Marques apresentado como cabeça de lista do PS às Europeias
Parlamento Europeu
Parlamento Europeu
Paulo Rangel
Pedro Marques apresentado como cabeça de lista do PS às Europeias
Parlamento Europeu
Parlamento Europeu
Paulo Rangel
Pedro Marques apresentado como cabeça de lista do PS às Europeias

Há muito que as próximas eleições para o Parlamento Europeu estão marcadas para 26 de maio mas a maioria dos portugueses continua sem conhecer essa data.

Esta é uma das conclusões da sondagem da Aximage para o Correio da Manhã e o ‘Negócios’. Apenas 8,6% apontam a data exata. Já 49,6% admitem mesmo não saber qual o dia das eleições europeias.

Com todos os cabeças de lista já definidos, o social-democrata Paulo Rangel ganha ao socialista Pedro Marques em notoriedade: 24,7% contra 23,5%. Contudo, a intenção de voto revela um cenário diferente.

Entre os inquiridos que admitem ir às urnas, é o PS quem fica à frente, com 34,1% dos votos. É seguido pelo PSD, com 29,1%. Os comunistas assumem-se como a terceira força política, com 9,2%. Tanto o Bloco de Esquerda como o CDS-PP ficam na casa dos 7%.

Apesar desta distribuição dos votos, é preciso ter em conta um outro fenómeno considerado preocupante e que tem sido um dos temas das ações dos diferentes partidos: a abstenção. A sondagem mostra que a maioria dos portugueses (55,5%) não deverá dirigir-se às urnas a 26 de maio.

As eleições para o Parlamento Europeu vão funcionar ainda como um barómetro para as legislativas de 6 de outubro. A pesquisa mostra que a intenção de voto dos inquiridos se manterá, maioritariamente, no mesmo partido.

A sondagem da Aximage revela ainda uma hipotética distribuição dos lugares disponíveis no Parlamento Europeu pelos partidos. É no PSD que se deverá assistir ao maior reforço: deverá eleger mais um ou dois eurodeputados. Já tanto para o PS como para o CDS-PP traçam-se dois cenários: ou mantêm o número atual ou reforçam com um deputado.

A pesquisa aponta ainda como certa a passagem do Bloco de Esquerda de um para dois deputados. Já a coligação CDU (que reúne PCP e Verdes) perde um eurodeputado.

PORMENORES
Estreia nacional
Nestas eleições europeias há uma estreia aguardada na política nacional. O Aliança, criado por Pedro Santana Lopes, vai concorrer pela primeira vez a um ato eleitoral.

Presença feminina
Marisa Matias é a única mulher a encabeçar uma lista nacional. Já o PSD e o PS transformaram a paridade das suas listas em bandeira de campanha.

Representação africana
O Livre apresenta, nestas europeias, a primeira candidata afrodescendente em lugar elegível na lista de um partido político português, a historiadora Joacine Katar Moreira.

Ana gomes recebe melhor avaliação
Questionados sobre os atuais eurodeputados nacionais com melhor desempenho, os inquiridos indicam Ana Gomes como a resposta mais frequente (13,8%).

Não conhecem representantes 
À mesma questão, para avaliar os eurodeputados, 54,4% dos inquiridos não responde ou admite não saber. Paulo Rangel (PSD) e Marisa Matias (BE) fecham o pódio.


FICHA TÉCNICA
Universo indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidores de telemóvel. Amostra aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, atividade e voto legislativo) e representativa do universo foi extraída de um subuniverso obtido de forma idêntica. A amostra teve 600 entrevistas efetivas: 289 a homens e 311 a mulheres; 56 no Interior Norte Centro, 78 no Litoral Norte, 97 na Área Metropolitana do Porto, 116 no Litoral Centro, 170 na Área Metropolitana de Lisboa e 83 no Sul e ilhas; 99 em aldeias, 163 em vilas e 338 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral. Técnica Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido entre os dias 9 e 13 de março de 2019, com uma taxa de resposta de 73,7%. Erro probabilístico Para o total de uma amostra aleatória simples com 600 entrevistas, o desvio-padrão máximo de uma proporção é 0,020 (ou seja, uma margem de erro - a 95% - de 4,00%). Responsabilidade do estudo Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz



Portugal Parlamento Europeu Aximage BE conta um PSD Negócios Paulo Rangel CDS-PP deputado CDU
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)