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Correio da Manhã

Política
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MAIORIA REJEITA COMISSÃO PARA CONTAS PÚBLICAS

O início do ano parlamentar ficou marcado por um duro ataque da esquerda parlamentar à política do Governo na Saúde e na Educação, mas o PS preferiu marcar o início dos trabalhos, desafiando o Executivo a criar uma comissão independente de certificação das contas públicas para verificar o valor real do défice actual.
16 de Setembro de 2004 às 00:00
No entanto, a maioria PSD/CDS-P, além de menosprezar as críticas, deixou claro que iria rejeitar o projecto socialista.
Segundo Tavares Moreira, deputado social-democrata, a avaliação das contas públicas no presente já é feito de uma forma “bem mais rigorosa do que há três anos”. Ou seja quando o PS estava no Governo. Já Nuno Melo, líder parlamentar do CDS-PP, argumentou que “é à União Europeia, entidade independente, que cabe avaliar as contas públicas de Portugal”.
No primeiro dia de trabalho, na Assembleia da República, o Parlamento fez ainda questão de prestar homenagem a Nunes de Almeida com um voto de pesar subscrito por todas as bancadas parlamentares, que ontem, contavam com caras novas.
Os ex-ministros do Governo de Durão Barroso, David Justino, Celeste Cardona, Teresa Gouveia, Pedro Roseta e Marques Mendes, bem como os ex-secretários de Estado Vasco Valdez e Luís Pais de Sousa, regressaram ontem ao parlamento como deputados da maioria PSD/CDS-PP.
Celeste Cardona sentou-se na bancada do CDS-PP e os restantes ex-ministros ficaram juntos na última fila da bancada do PSD. Já no lado dos socialistas também foi notória a diferença. O secretário-geral demissionário, Ferro Rodrigues, preferiu sentar-se na penúltima fila da bancada do PS, ao lado de Alberto Martins. Sendo que, na primeira fila, ficaram, entre outros, António José Seguro e Almeida Santos.
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