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Correio da Manhã

Política
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Mais militares no desemprego

Até 30 de Setembro terá de ficar concluída a redução de 3000 efectivos em regime de contrato. Na Força Aérea estão em risco 213 militares.
24 de Agosto de 2011 às 00:30
O Exército reduziu o número de contratados em quase 2000
O Exército reduziu o número de contratados em quase 2000 FOTO: Diogo Pinto

Mais de duas centenas de militares contratados da Força Aérea estão em vias de ser despedidos no final do mês de Setembro. A não renovação dos contratos de um conjunto de 213 militares está integrada na redução do efectivo das Forças Armadas, decidida pelo anterior Governo, que obrigou o Exército a dispensar cerca de dois mil efectivos e a Marinha e a Força Aérea quase 500 cada, até 30 de Setembro.

Os 213 militares da Força Aérea, praças e oficiais, requereram a renovação do contrato por mais um ano (que seria o último de um período de seis anos), confirmou o porta-voz da Força Aérea, coronel Gaspar. Mas dada a actual indefinição sobre o número de vagas para os contratados, a Força Aérea renovou o contrato apenas por um mês (até 29 de Setembro). Os militares sentem-se defraudados e alvo de um verdadeiro despedimento, uma vez que cumprirão apenas um mês do último ano de contrato.

Um documento interno da Força Aérea, a que o CM teve acesso, refere que "pese embora o limite máximo previsto seja de seis anos, a inexistência de vaga no efectivo das Forças Armadas obriga a que aquele limite máximo de permanência nas fileiras seja ajustado até à data em que a existência de vaga é uma certeza".

O Ministério da Defesa considera que estes "213 militares se incluem" no universo dos contratados que têm de ser reduzidos.

MAIS CORTES EM ESTUDO

O Ministério da Defesa está a estudar ainda o corte de 10% no número de efectivos das Forças Armadas que, no âmbito do memorando assinado com a troika, será aplicado entre 2011 e 2014.

Ontem, o Ministério da Defesa, através de fonte do gabinete do secretário de Estado, deixou claro que "o actual Governo está a acompanhar a referida redução [actual de efectivos], não tendo ainda definido o quantitativo que deverá vigorar após aquela data [30 de Setembro]".

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