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Correio da Manhã

Política
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Mais tempo e críticas

Os ministros das Finanças da Zona Euro aprovaram ontem, já de madrugada, a extensão do prazo de pagamento dos empréstimos a Portugal. A Europa dá mais tempo ao Governo de Passos Coelho e suaviza o calendário de amortizações, mas no País as críticas sobem de tom.
17 de Março de 2013 às 01:00
Com uma sétima avaliação da troika a rever em alta o défice, desemprego e cortes, Luís Filipe Menezes, autarca social-democrata de Gaia, defende que o ministro das Finanças devia ter "mais sensibilidade social" e que a subida de impostos deveria ter sido "mais temperada". Alberto João Jardim, outro social- -democrata, afirmou que o PSD "tem de rapidamente encontrar um novo Governo" para Portugal e que a avaliação da troika comprova uma "confissão de um falhanço" de Vítor Gaspar.

António José Seguro exige que Pedro Passos Coelho "arrepie caminho, reconheça que falhou e peça desculpa aos portugueses". Para o líder da oposição, o País está a caminho da rutura social. A nível político, o secretário-geral do PS assumiu que a sétima avaliação da troika marca a rutura das relações do PS com o Governo, embora não tenha explicado de que forma esse corte se concretizará. António Costa evita comentar diretamente esta anunciada rutura entre PS e Governo, mas salientou que a primavera é tempo de renascer. "A primavera é um sinal de que sempre tudo renasce. O renascer pressupõe ruturas", ironizou o presidente da Câmara de Lisboa.

Fonte socialista avançou ao CM que, pela primeira vez, o líder do PS não põe de parte uma moção de censura ao Governo. O Bloco de Esquerda e o PCP já se mostraram favoráveis a apoiar esta decisão. *com Lusa
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