Manifestantes escolheram local onde decorrem as comemorações do Dia da Implantação da República. (Última atualização às 13h20)
Um grupo de cerca de 20 membros do Movimento ‘Que se Lixe a Troika' está concentrado junto à Praça do Município, em Lisboa, perto do local onde decorrem as comemorações oficiais do 5 de Outubro.
‘Vestidos' com cartazes em que se podem ler mensagens como "pensões e salários dignos ou miséria permanente", "saúde pública ou flagelo" ou "educação para todos ou só para alguns", os manifestantes já entoaram duas vezes a canção "Grândola Vila Morena".
Nuno Ramos de Almeida, um dos membros do movimento, disse à agência Lusa que a ação deste sábado tem como objetivo "mostrar que há outra saída" para a atual situação do País e apelar à manifestação marcada para 26 de outubro.
"Há um ano, o Presidente da República pôs o País ao contrário e achamos que é tempo de endireitá-lo", afirmou Nuno Ramos de Almeida, numa alusão ao episódio registado em 2012 durante as celebrações do Dia da Implantação da República quando a bandeira nacional foi hasteada com o escudo ao contrário.
A manifestação decorre de forma pacífica sob o olhar da polícia e ouvem-se assobios à medida que chegam aqueles que vão participar nas comemorações, entre os quais vários responsáveis políticos.
Depois de, no ano passado, as cerimónias oficiais terem decorrido no Pátio da Galé, este ano regressam ao interior do edifício da Câmara de Lisboa, o que não acontecia desde há oito anos, antes de, em 2006, o atual Presidente da República, Cavaco Silva, ter decidido abrir as celebrações da implantação da República ao público na Praça do Município.
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UM MANIFESTANTE DETIDO
Um dos elementos do Movimento que se Lixe a Troika, que participava numa manifestação na Praça do Município, em Lisboa, foi levado pela polícia quando protestava junto aos automóveis que transportavam os responsáveis políticos.
No final da cerimónia que assinala o primeiro ano em que o Dia da Implantação da República não é feriado registaram-se incidentes entre a Polícia e os manifestantes.
Gonçalo Fonseca, de 24 anos e desempregado, foi o manifestante levado pela polícia depois de ter tocado num dos carros da comitiva dos responsáveis políticos que participaram nas comemorações.
À saída da esquadra da PSP, Gonçalo Fonseca disse aos jornalistas que tinha sido identificado e acusado "de provocar danos no automóvel".
O manifestante disse que apenas tocou "com a mão no carro", o que desencadeou uma reação por parte dos agentes da PSP que formavam um cordão de segurança para impedir que os manifestantes chegassem às viaturas.
"Agarraram-me, imobilizaram-me e caíram-me em cima cerca de 10 agentes", relatou. Gonçalo Fonseca mostrou aos jornalistas os seus óculos partidos na sequência da intervenção da Polícia. Depois deste incidente, os manifestantes do Movimento que se Lixe a Troika estão concentrados junto à esquadra da PSP, na rua do Arsenal, onde foi identificado Gonçalo Fonseca.
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