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Correio da Manhã

Política
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Manuel Godinho fala “quando for conveniente”

O principal arguido no processo 'Face Oculta', Manuel Godinho, quebrou esta sexta-feira o silêncio desde que foi libertado para admitir prestar declarações sobre o caso "quando for conveniente".
11 de Novembro de 2011 às 17:33

Questionado pelos jornalistas antes da sessão da tarde, no Tribunal de Aveiro, Manuel Godinho disse que a decisão de não falar sobre o caso "não é definitiva", acrescentando: "Um dia mais tarde, se for conveniente, vou falar".  

O empresário de Ovar confessou que lhe custou ouvir em tribunal as escutas em que está envolvido. "Estava convencido de que seriam transcritas", afirmou.  

Quando questionado sobre o que mais lhe custou em todo o processo, Godinho respondeu: "Foram as 486 noites em que estive detido". Manuel Godinho, sucateiro de Ovar, foi o único dos arguidos neste processo a estar detido preventivamente.  

O caso 'Face Oculta', que começou a ser julgado terça-feira, está relacionado com uma alegada rede de corrupção que tinha como objectivo o favorecimento de um grupo empresarial de Ovar ligado ao ramo das sucatas nos negócios com empresas do sector empresarial do Estado e privadas.  

No banco dos réus estão sentados 36 arguidos (34 pessoas e duas empresas) - entre os quais o ex-ministro socialista Armando Vara e o ex-presidente da Redes Energéticas nacionais (REN) José Penedos -, que respondem por centenas de crimes de burla, branqueamento de capitais, corrupção e tráfico de influências.

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