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Correio da Manhã

Política
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Manuela acusa PS de humilhar

Manuela Ferreira Leite foi ontem ao congresso dos autarcas sociais-democratas para acusar o PS de "humilhar" professores, juízes e funcionários públicos. Uma estratégia, denunciou a líder do PSD, que os socialistas utilizam sempre que pretendem avançar com reformas em alguns sectores da sociedade.

26 de Outubro de 2008 às 00:30
Manuela Ferreira Leite não entusiasmou a plateia com o seu discurso
Manuela Ferreira Leite não entusiasmou a plateia com o seu discurso FOTO: Arménio Belo, Lusa

Para Ferreira Leite , o objectivo do PS é "criar na opinião pública a ideia de que essa classe deve ser marginalizada e, nessa altura, entrar com toda a força e prepotência para resolver ou tentar resolver aquilo que encarou como problemas da classe". Por exemplo, a presidente laranja destacou que a "ideia lançada [pelo Governo] sobre os funcionários públicos foi, pura e simplesmente, a de que são uns inúteis".

Em Viana do Castelo, e sem Santana Lopes na plateia, Ferreira Leite procurou demonstrar as diferenças entre PSD e PS, e acusou os socialistas de "falta de sentido de Estado", reiterando a ideia de que o Orçamento de 2009 "é a prova provada" de que o PS se rege pelo "interesse partidário de se manter no poder" e não pelo nacional. Mais, a missão do PSD será a de revelar que a situação do País "não se deve à crise financeira internacional".

Quanto aos objectivos das autárquicas, Ferreira Leite sintetizou: "Nunca entramos num processo eleitoral que não seja para ganhar. Somos um partido maioritário e vamos continuar sê-lo." A dirigente não deu réplica a Passos Coelho que exigiu um projecto alternativo. 

PSD JÁ NÃO TEM MUITO TEMPO

O militante do PSD Passos Coelho disse ontem, em Braga, que "o partido já não tem tempo a perder, pois precisa de criar rapidamente uma alternativa de Governo e já não tem muito tempo para o fazer".

Em Viana do Castelo, horas antes de a líder encerrar o congresso dos autarcas sociais-democratas, Passos Coelho garantiu que é contra um congresso extraordinário para debater a liderança ou a regionalização. "Se tiver de haver alguma iniciativa, que se escolha um tema que nos possa unir e não dividir", afirmou Passos Coelho perante uma plateia de autarcas laranjas. E deixou o aviso para eleições autárquicas: "Não podemos pensar que são favas contadas nem ficar a dormir na forma."

O líder da distrital do PSD-Porto, Marco António, prometeu que "ninguém" o calará sobre a regionalização.

PORMENORES

OBRAS SEM CRÉDITO

A líder do PSD avisou ontem o primeiro-ministro de que não aceitará qualquer obra pública custeada com recurso a crédito. Não somos contra as obras públicas, desde que não precisemos de ir buscar dinheiro a crédito. Estamos de tal forma endividados que isso seria afundar o país", disse.

PAULO MOTA PINTO

O vice-presidente do PSD critica, em entrevista ao RCP, o mandato de Santana Lopes como primeiro-ministro, mas não descartou a hipótese de o deputado concorrer a Lisboa.

LEI AUTÁRQUICA

Ao contrário da Lei de Financiamento dos Partidos, sobre a qual há negociações entre PS e PSD, a Lei Eleitoral Autárquica não deverá ser alterada nesta Legislatura. Em relação ao financiamento dos partidos, estão em cima da mesa diversos pontos em discussão.

 

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