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Correio da Manhã

Política
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MANUELA AGUIAR DÁ RECADOS AO GOVERNO

“O Governo tem que cumprir as promessas eleitorais que fez sob pena de ser penalizado pelo eleitorado”. A frase é de Manuela Aguiar, deputada do PSD, que ontem fez um ponto da situação das políticas de emigração, designadamente na rede consular.
22 de Janeiro de 2003 às 00:00
Sem pretender entrar em querelas partidárias, a parlamentar reconheceu que é cedo para se proceder a uma avaliação do trabalho governamental na diáspora portuguesa, sobretudo na transatlântica.

De facto, as comunidades portuguesas fora da Europa necessitam de maior apoio. Primeiro, porque é aí que se sentem maiores dificuldades (casos da Venezuela, África do Sul), segundo, porque sempre se apostou mais nas redes consulares europeias, terceiro, porque é no eleitorado transatlântico que está o maior apoio aos sociais-democratas.

Manuela Aguiar dá exemplos como os do Canadá, onde são notórias as dificuldades de um emigrante. Este chega a pagar “250 a 400 euros” em transportes para obter ajuda, informações ou soluções para os problemas. No caso da Venezuela, Manuela Aguiar considera que se deve alargar a rede, apesar de ter sido aberto mais um consulado. Porém, a aposta do Ministério está ainda numa fase muito embrionária e o Governo devia ter sido mais célere a nomear um embaixador para Caracas.

A geografia transatlântica implica por si só “a disseminação de consulados honorários (mais pequenos) com o apoio de Associações Portuguesas locais”, numa altura em que tanto se fala de diplomacia económica, refere a deputada. E há quem ache, dentro do PSD, que a extinção do consulado de Hong Kong não se coaduna com este conceito de diplomacia.

Entretanto, a subcomissão das comunidades decidiu ontem pedir esclarecimentos ao Governo sobre a reintegração de cerca de uma centena de funcionários públicos de Macau.

TORTURAS

A televisão venezuelana divulgou ontem imagens de soldados a torturar funcionários de uma empresa afiliada da Coca-Cola na cidade de Valência. As torturas e agressões ocorreram na sexta-feira, quando o Exército tomou de assalto a empresa, cujos trabalhadores tinham aderido à greve.
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