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Correio da Manhã

Política
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MANUELA ARCANJO ACUSA GOVERNO

A opção do Governo para transformar hospitais em sociedades anónimas é “a maior operação de desorçamentação do Serviço Nacional de Saúde (SNS). “Esta foi ontem a linha de intervenção de Manuela Arcanjo na Assembleia da República.
21 de Maio de 2003 às 00:00
Numa audição com os três ministros da Saúde dos Governos de Guterres, o PSD quis saber a que se deviam as irregularidades detectadas pelo Tribunal de Contas.
Mas, o que deveria ser um momento de críticas ao PS transformou-se num contra--ataque ao actual titular da pasta, Luís Filipe Pereira, graças a uma protagonista, Manuela Arcanjo. Conhecida pelo seu discurso mordaz, a penúltima titular da pasta do PS atacou em toda a linha o Governo, sobretudo o actual titular da pasta ao considerar que a escolha de sociedades anónimas para 34 hospitais “na literatura das Finanças Públicas” é a “maior operação de desorçamentação” do SNS, uma vez que permite a transferência de dinheiros do Estado para as sociedades anónimas.
Sarcástica, a ex-governante sublinhou o perfil de rigor de Manuela Ferreira Leite e os “pesadelos” que a titular das Finanças deve ter perante este tipo de operações. Depois, disse que há hospitais que correm o risco de fechar serviços.
Arcanjo elogiou ainda “a capacidade” negocial de João Cordeiro (da Associação Nacional de Farmácias) por, em tão pouco tempo, ter conseguido tantas contrapartidas.
Maria de Belém, Correia de Campos e Manuela Arcanjo garantiram que todas as contas, avaliadas pelo TC, tiveram o aval do Parlamento. Arcanjo acrescentou que concordava com o alegado perdão de dívidas a Seguradoras e ao Serviços de Assistência Médico-Social (SAMS), efectuado por Correia de Campos.
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