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Correio da Manhã

Política
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Marcelo afirma que não teve informação de presença de suspeito de terrorismo

Chefe de Estado falava à comunicação social, à margem do festival IndieLisboa, na Culturgest.
Lusa 7 de Setembro de 2021 às 01:28
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa FOTO: Getty Images
O Presidente da República afirmou na segunda-feira à noite que não teve informação sobre a eventual presença de um suspeito de terrorismo num restaurante em Lisboa onde almoçou em junho de 2018.

Questionado se o seu corpo de segurança estava informado dessa situação, Marcelo Rebelo de Sousa respondeu: "Não, não havia informação. E não sei mesmo -- isso é um problema de matéria classificada -- até que ponto é que não faz parte da estratégia da fiscalização dar espaço de liberdade a quem pode ser uma pista para encontrar outras estruturas para efeitos posteriores".

"Antes desse almoço houve uma preparatória, não havia nenhuma contraindicação de segurança", referiu o Presidente da República, nas declarações que prestou aos jornalistas sobre esta notícia.

O chefe de Estado relativizou a situação: "Por outro lado, eu passo a vida na praia, no hipermercado a fazer compras. Como imaginam, é muito difícil eu ter a certeza de que as pessoas que estão ali ao lado não virão mais tarde a ser consideradas ou já são consideradas suspeitas de serem ou não terroristas".

Marcelo Rebelo de Sousa assinalou que, mesmo se o suspeito já estivesse a ser vigiado, isso "isso não o limitava" em termos de circulação pelo país: "Podia encontrar-se comigo, com qualquer outro cidadão, numa praça pública, num supermercado".

Na nota que foi publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet sobre a visita de Marcelo Rebelo de Sousa a este restaurante, em 07 de junho de 2018, lê-se que "o Presidente da República ofereceu, no restaurante Mezze, em Lisboa, um almoço aos embaixadores dos Estados-membros da União Europeia (UE) e dos países candidatos acreditados em Portugal".

"No início do almoço usaram da palavra o Presidente da República e o embaixador da República da Bulgária em Lisboa, embaixador Vassiliy Christov Takev, país que ocupa atualmente a Presidência do Conselho da União Europeia, e que falou em nome dos embaixadores presentes", acrescenta-se, na mesma nota.

À margem do IndieLisboa, o chefe de Estado foi também interrogado sobre as críticas que Francisco Pinto Balsemão, presidente do grupo Impresa e antigo primeiro-ministro, lhe dirigiu recentemente, designadamente no seu livro "Memórias", Editado pela Porto Editora.

"O Presidente da República respeita o exercício da liberdade de todos, neste caso o doutor Pinto Balsemão. O cidadão Marcelo Rebelo de Sousa o que tinha a dizer já disse há mais de dez anos. O Presidente da República respeita essa liberdade e este na homenagem a quem mereceu ser homenageado", respondeu.

Sobre a intenção manifestada por PS e PSD de não renovarem a obrigatoriedade de uso de máscara na rua para conter a propagação da covid-19, Marcelo Rebelo de Sousa declarou não se opor, tratando-se de "uma decisão soberana da Assembleia da República" e "com uma maioria clara como essa".

Na sua opinião, nesta matéria, "cada cidadão deve fazer aquilo que em consciência entende que deve fazer, portanto não se proíbe quem queira continuar a usar a máscara".

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