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Correio da Manhã

Política
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Marcelo assinala que "estabilidade política é importante" mas "é o povo quem mais ordena"

Presidente da República falou ainda dos incêndios que estão ativos este sábado.
1 de Setembro de 2018 às 19:28
Marcelo Rebelo de Sousa na Feira de São Mateus
Marcelo Rebelo de Sousa na Feira de São Mateus
Marcelo Rebelo de Sousa na Feira de São Mateus
Marcelo Rebelo de Sousa na Feira de São Mateus
Marcelo Rebelo de Sousa na Feira de São Mateus
Marcelo Rebelo de Sousa na Feira de São Mateus
Marcelo Rebelo de Sousa na Feira de São Mateus
Marcelo Rebelo de Sousa na Feira de São Mateus
Marcelo Rebelo de Sousa na Feira de São Mateus
O Presidente da República aproveitou este sábado uma visita à Feira de São Mateus para assinalar que "a estabilidade política é importante", embora a sua concretização esteja nas mãos do povo, e apelar ao voto nas eleições europeias e legislativas.

"A estabilidade política é importante, claro, mas os portugueses escolherão que tipo de estabilidade é que querem, eles é que têm de conviver com essa estabilidade, não é o Presidente da República só, são todos os portugueses", assinalou Marcelo Rebelo de Sousa no decorrer de uma visita à Feira de São Mateus, em Viseu.

Neste sentido, o chefe do Estado não perdeu a oportunidade de apelar ao voto, dizendo que, para o Presidente, "o que é necessário é que os portugueses votem, que haja o mínimo possível de abstenção e o máximo possível de votantes".

Em declarações aos jornalistas, quase no final da visita à feira, Marcelo Rebelo de Sousa admitiu que o ano eleitoral, "começou muito cedo, mas já começou", aproveitando para recordar que o Presidente "não pode ter preferências" ideológicas.

Questionado sobre a importância de haver uma maioria absoluta, o Presidente da República voltou a remeter a questão para "os portugueses".

"É o povo quem mais ordena e o que os portugueses escolherem é aquilo que naturalmente será considerado na formação do governo. Vamos ver, há cenários com dados novos e os portugueses, perante esses dados, uns mais antigos outros novos, daqui a oito meses escolherão para as europeias e daqui a 11 meses escolherão para as legislativas", salientou.

"Os portugueses é que têm de dizer o que é que preferem: se preferem uma solução mais à esquerda ou mais à direita, com maioria absoluta ou sem maioria absoluta, eles têm isso na cabeça e ao votarem escolherão o futuro para os próximos quatro anos", insistiu.

Marcelo mostrou-se também inteirado sobre a evolução dos dois incêndios que lavravam em Portugal, um dos quais começou em Loulé a alastrou para Almodôvar, no distrito de beja, e outro na Póvoa de Lanhoso, no distrito de Braga.

"Estou a acompanhar o que se passa em matéria de fogos, acabei de falar com o senhor presidente da Câmara de Póvoa de Lanhoso, que me disse que o fogo está controlado, e acabei de falar com o senhor presidente da Câmara de Loulé, que me disse que a última informação é que o fogo tinha progredido para norte, por causa do vento que está muito intenso", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado precisou que o incêndio do Algarve "progrediu para a direção do Alentejo" mas os bombeiros e a Proteção Civil estão a por de pé "um mecanismo operacional, sobretudo envolvendo máquinas de rasto, para o caso de haver mudança de vento". O objetivo é atuar desde já preventivamente para o caso de o vento mudar outra vez para sul.

Numa tarde de cumprimentos e 'selfies', Marcelo Rebelo de Sousa ouviu elogios, palmas, pedidos de apoio por parte de cidadãos brasileiros e cumprimentou Rui Veloso e a sua banda, que ensaiava para esta noite subir ao palco do certame que celebra este ano o 626º aniversário.
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