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Correio da Manhã

Política
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Marcelo em mercearia social na primeira ação de campanha

Recandidato a Belém começou o dia a dizer que o confinamento deve durar um mês. Ao final da tarde, apontava para março.
Wilson Ledo 16 de Janeiro de 2021 às 09:24
Projeto visitado por Marcelo dá apoio alimentar a cerca de 200 famílias
Projeto visitado por Marcelo dá apoio alimentar a cerca de 200 famílias FOTO: Lusa
De regresso à rua no dia em que os portugueses voltaram a fechar-se em casa. Marcelo Rebelo de Sousa deseja agora que o novo confinamento dure apenas o que está previsto. "Esperamos que não ultrapasse um mês, mas vamos ver, esperamos que não", afirmou. Mas, ao final do dia em Belém, já admitia que o fecho da economia pudesse arrastar-se até março. "O que importa neste confinamento é muito simples, é achatar a curva, inverter a tendência e fazê-lo o mais rapidamente possível, isto é, limitar o período que estamos a viver ao mês de janeiro e porventura ao mês de fevereiro, ao primeiro trimestre deste ano", apontou.

O candidato teve esta sexta-feira a primeira ação de campanha, depois de um alarmante teste positivo, no início da semana, lhe ter trocado as voltas aos planos. Numa decisão de última hora, Marcelo visitou a mercearia social Valor Humano, na freguesia lisboeta de Santo António, que presta apoio alimentar a cerca de 200 famílias.

Depois do susto de uma possível infeção, o atual Presidente da República admite que gostava de ser vacinado mas não quer "passar à frente" dos grupos prioritários definidos pelas autoridades de saúde.

De volta à rua, onde passou grande parte deste primeiro mandato, Marcelo apelou a uma campanha "pela positiva", sem ataques pessoais aos restantes candidatos, como tem apostado André Ventura. "O fundamental é olhar para o futuro, e não tanto estar a dizer o que cada um pensa do que o outro usa, […] se usa batom, se não usa batom", respondeu.

À despedida, mostrou aos jornalistas os danos no lado esquerdo do próprio carro. "Mas vai aguentar a campanha", brincou. Marcelo deve votar em Celorico de Basto no dia 24.

Presidente já fez mais de 80 testes
Marcelo já fez mais de 80 testes à Covid-19, avançou o ‘Expresso’. A maioria dos despistes foi realizada na Fundação Champalimaud, perto do Palácio de Belém. "Não fazia sentido fazer 50 ou 60 testes a onerar o setor público", explicou ao semanário. Hipocondríaco assumido, o Presidente tem justificado a testagem recorrente com o caráter unipessoal do cargo. Este sábado, de manhã, volta a fazer o teste da zaragatoa.

Sufrágio seguido com olhar internacional
Durante duas semanas, três peritos internacionais vão estar em Portugal no âmbito de uma missão da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) para avaliar as eleições Presidenciais, desde as campanhas à contagem dos votos. O objetivo desta missão não é supervisionar as eleições, como explicou à Lusa o analista da Macedónia do Norte, Goran Petrov.

Cascais mobiliza quase mil pessoas
O concelho de Cascais mobilizou perto de mil pessoas na logística das eleições Presidenciais. Segundo disse Carlos Carreiras à Renascença, trata-se de "uma logística brutal".

Noite eleitoral será na faculdade
Marcelo voltou a escolher a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde foi professor, para passar a noite eleitoral, tal como há cinco anos.
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