Barra Cofina

Correio da Manhã

Política
3

Marcelo não é candidato

Marcelo Rebelo de Sousa mantém a sua estratégia intacta. Equacionar a entrada numa corrida eleitoral interna do PSD só perante uma candidatura única que reuna todas as facções do partido. Ontem, na RTP, considerou que tal cenário é "irrealista" e criticou quem lançou o seu nome na lógica de balcanização.
2 de Novembro de 2009 às 00:30
Marcelo Rebelo de Sousa no programa ‘As escolhas de Marcelo’, na RTP
Marcelo Rebelo de Sousa no programa ‘As escolhas de Marcelo’, na RTP FOTO: direitos reservados

Questionado se estaria disponível para avançar sem Passos Coelho como adversário, respondeu: "Se a minha avó tivesse rodas era um autocarro". Na sua intervenção e, novamente confrontado com uma desistência de Passos Coelho, acabou por deixar escapar: "Pode ser, pode não ser". Mas a hipótese é tão improvável que prefere nem falar do assunto.

Mais, a semana foi "pouco feliz para o PSD", porque os "barões optaram pela luta de facções". Assim, Marcelo tirou ‘o tapete’ à estratégia de Alexandre Relvas, Paulo Rangel e José Luís Arnaut e acusou-os de errar no timming, não discutir ideias e contradizer a decisão do Conselho Nacional. "Para isto não valia a pena adiar as directas", rematou.

A nível estratégico também se distanciou, não só de Rangel como de Passos Coelho por admitirem o chumbo do Orçamento do Estado.

Já Santana Lopes, que tem estado arredado do debate interno no PSD, surgiu em defesa das virtudes do processo de eleições directas.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)