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Correio da Manhã

Política
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Marcelo prefere acordos difíceis em vez de ruturas

Chefe de Estado falava de política externa, mas aviso surge numa altura de maior crispação parlamentar.
Diana Ramos 11 de Junho de 2018 às 09:39
Foi um discurso muito curto, mas carregado de simbologia, dentro e fora de portas.

O Presidente da República assinalou este domingo o 10 de junho em Ponta Delgada, nos Açores, lembrando que os portugueses preferem a "paciência dos acordos, mesmo se difíceis, à volúpia das ruturas, mesmo se tentadoras".

As palavras de Marcelo Rebelo de Sousa fizeram pontaria direta às decisões mais erráticas do Presidente norte-americano, Donald Trump, lembrando que a estratégia da diplomacia portuguesa é a do diálogo e manutenção de laços com os Estados Unidos (EUA).

As pontes que o Chefe de Estado apregoou também podem ser lidas como um apelo aos partidos com assento parlamentar, numa altura em que PCP e BE endurecem o discurso e a contestação social.

Citando partes do hino nacional, Marcelo elogiou os "muitos Portugais" que conferem "riqueza" ao País, numa alusão aos muitos emigrantes que compõem as comunidades portuguesas no estrangeiro.

Depois das cerimónias militares, Marcelo e Costa seguiram no mesmo avião para os EUA, onde se reuniram com a comunidade portuguesa em Boston.

A viagem conjunta contorna ligeiramente as regras de segurança nacional, já que por norma Chefe de Estado e primeiro-ministro se deslocam em aeronaves distintas.
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