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Correio da Manhã

Política
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Marcelo quer maior criação de riqueza e melhor distribuição

Presidente pede mais transparência às estruturas do poder político para travar populismos.
Janete Frazão, Pedro H. Gonçalves, Bruno de Castro Ferreira e José Castro Moura 26 de Abril de 2017 às 01:57
Chefe de Estado voltou a levar o cravo vermelho na mão, não o colocando na lapela. Depois do discurso no Parlamento, seguiu para os jardins de Belém
Criança empunha um cravo e veste t-shirt com frase de ordem da revolução
25 de Abril
Só Eanes (à esq.) marcou presença
Vasco Lourenço liderou comitiva
Francisco tem o mesmo nome do pai
O presidente agraciou Siza Vieira com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública. Marcelo considerou o arquiteto “um génio multifacetado”
Os mais pequenos divertiram-se a passear por entre os cravos na relva
O primeiro-ministro, António Costa, passeou com populares e até distribuiu autógrafos
Chefe de Estado voltou a levar o cravo vermelho na mão, não o colocando na lapela. Depois do discurso no Parlamento, seguiu para os jardins de Belém
Criança empunha um cravo e veste t-shirt com frase de ordem da revolução
25 de Abril
Só Eanes (à esq.) marcou presença
Vasco Lourenço liderou comitiva
Francisco tem o mesmo nome do pai
O presidente agraciou Siza Vieira com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública. Marcelo considerou o arquiteto “um génio multifacetado”
Os mais pequenos divertiram-se a passear por entre os cravos na relva
O primeiro-ministro, António Costa, passeou com populares e até distribuiu autógrafos
Chefe de Estado voltou a levar o cravo vermelho na mão, não o colocando na lapela. Depois do discurso no Parlamento, seguiu para os jardins de Belém
Criança empunha um cravo e veste t-shirt com frase de ordem da revolução
25 de Abril
Só Eanes (à esq.) marcou presença
Vasco Lourenço liderou comitiva
Francisco tem o mesmo nome do pai
O presidente agraciou Siza Vieira com a Grã-Cruz da Ordem da Instrução Pública. Marcelo considerou o arquiteto “um génio multifacetado”
Os mais pequenos divertiram-se a passear por entre os cravos na relva
O primeiro-ministro, António Costa, passeou com populares e até distribuiu autógrafos
Contra populismos e nacionalismos, a favor do crescimento. Foram estas as principais linhas do discurso de Marcelo Rebelo de Sousa na sessão solene dos 43 anos do 25 de Abril, que esta terça-feira se assinalaram no Parlamento.
No segundo discurso como Presidente da República – que, tal como no primeiro, foi feito sem cravo na lapela –, Marcelo começou por criticar os tempos da "substituição da substância pela forma".

E alertou: "É por tudo isto – e mais a contingência de este empobrecimento ético e doutrinário abrir caminho a radicalismos egoístas e excludentes, racismos e xenofobia, messianismos que da democracia apenas gostam de usar o que lhes convenha — que faz sentido manter viva esta tradição [comemorar o 25 de Abril].

Hoje mais do que nunca". O Chefe de Estado acredita saber a fórmula para evitar os fenómenos que assolam a Europa e o Mundo.

"Importa que todas as estruturas do poder político, do topo do Estado à Administração Pública e, naturalmente, aos tribunais, entendam que devem ser mais transparentes, rápidas e eficazes na resposta aos desafios e apelos deste tempo."

Marcelo tinha prometido não enviar recados ao Governo, mas acabou por fazê-lo. "Os dois anos e meio que faltam para o termo da legislatura terão de ser de maior criação de riqueza e melhor distribuição", disse, já no final de um discurso que não agradou a todos. PCP, Os Verdes e BE não aplaudiram o Presidente.

Centenas nos jardins abertos em São Bento
Os jardins da residência oficial do primeiro-ministro, em São Bento, foram ontem visitados por centenas de pessoas.

António Costa evitou comentar o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa e explicou que "o Governo não dá notas aos Presidentes". "Entendemos essas palavras [desafio para que a economia cresça mais] como um grande estímulo. Considero que foi de grande otimismo relativamente à experiência destes 43 anos de democracia e à energia que todos temos de colocar para que os próximos 43 anos sejam ainda melhores", disse Costa.

Durante a tarde, nomes como Manuel Alegre e Luís Castro Mendes, ministro da Cultura, declamaram poesia. Ao final da tarde, o primeiro-ministro inaugurou uma escultura de oito toneladas da autoria do artista português Vhils e relembrou o 25 de Abril de 1974.

"A minha mãe colocou-me em casa de uma amiga, onde fiquei fechado todo o dia 25 de Abril, a acompanhar o que se podia saber pela televisão", contou Costa.
Marcelo Rebelo de Sousa Presidente da República dia da liberdade revolução dos cravos 25 de abril
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