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Correio da Manhã

Política
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Marcelo quer ver mulheres a presidir às associações de freguesias e municípios

Presidente da República participou no encerramento do II Encontro de Mulheres Autarcas de Freguesia.
29 de Abril de 2017 às 17:55
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
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Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
O Presidente da República manifestou este sábado o desejo de que haja mulheres a presidir às associações nacionais de freguesias (Anafre) e de municípios (ANMP), e "muito mais" noutras funções políticas de liderança.

No encerramento do II Encontro de Mulheres Autarcas de Freguesia, no Grande Auditório do Taguspark, em Oeiras, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que "é preciso fazer muito mais em termos de participação política das mulheres" e afirmou mesmo: "A luta continua, para utilizar uma frase que ficou associada a um período histórico da afirmação da nossa democracia".

"É evidente que o Presidente da República não pode manifestar preferências partidárias, não pode nem deve. Mas esta preferência pode manifestar, que é manifestar o desejo de que, no futuro, haja muito mais mulheres a exercer funções políticas de liderança", acrescentou.

Ressalvando que não deseja "mal nenhum ao presidente da Anafre", o chefe de Estado considerou que "um primeiro sinal já muito bom" seria "que houvesse uma mulher presidente da Anafre", e que "passasse, aliás, a haver também, normalmente, uma mulher presidente da Associação Nacional de Municípios".

"Era um bom sinal, era um sinal de que o país, não só tinha já mudado, como prometia mudar ainda mais no futuro", reforçou.

No seu entender, uma maior participação política das mulheres "é fundamental para o país", não apenas "pelo facto de corresponder à sua representatividade na sociedade portuguesa, que não é de 7 ou 11%", mas também pelo seu "contributo próprio essencial".

Marcelo Rebelo de Sousa sustentou que as mulheres exercem o poder com mais "sensibilidade ao concreto" e com um "sentido não possessivo", encarando-o como "um poder-missão", tendo por isso "menor número de casos de corrupção ou outro tipo de atividade ilícita".

IEL // MSF
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