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Correio da Manhã

Política

Marcelo Rebelo de Sousa critica decisão de Pedro Santana Lopes

Deputado vai sair do PSD e formar um novo partido, decisão que já comunicou à liderança social-democrata.
4 de Agosto de 2018 às 12:55
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Rui Rio e Santana Lopes
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Rui Rio e Santana Lopes
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Rui Rio e Santana Lopes
O Presidente da República disse este sábado que um partido é como uma família e que de família não se muda, comentando assim a decisão de Pedro Santana Lopes de sair do PSD.

"Para mim o partido é uma família e não se muda uma família, mas tenho grandes amigos que pensam o contrário, que é uma opção como outra qualquer e que se muda de partido quando se entende que já não corresponde àquilo que se pretende. Eu tenho uma visão diferente", disse Marcelo de Rebelo de Sousa.

Marcelo Rebelo de Sousa, que se encontrava em Vouzela, reforçou que tem a sua filiação ao PSD suspensa e que esta é uma questão da vida interna do partido, tal como o é a intenção de Pedro Duarte se candidatar à liderança do partido.

Pedro Santana Lopes vai sair do PSD e formar um novo partido, decisão que já comunicou à liderança social-democrata e que explica numa carta aberta aos militantes.

Santana Lopes põe assim fim a 40 anos de militância no PSD, dos quais diz guardar recordações de "momentos únicos" e "extraordinários", mas também de alguma desilusão, sobretudo por sentir que os seus discursos eram ouvidos, mas as suas ideias pouco atendidas.

Marcelo Rebelo de Sousa diz que ainda não leu a carta dirigida aos militantes, mas que Santana Lopes lhe foi comunicando o seu estado de espírito, e considera que esta é "uma opção drástica, uma mudança de vida drástica tendo sido uma figura importante no partido".

O chefe de Estado adiantou, contudo, que, como Presidente da República, não pode nem deve imiscuir-se na vida dos partidos, que deve garantir que quem esta na área do poder tenha coesão para garantir que Governo funciona e que quem esta na oposição seja forte para dar uma alternativa forte.

"O que me preocupa é que a oposição não se fragmente, que deixe de ser uma alternativa de poder", disse.
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