Barra Cofina

Correio da Manhã

Política

Marcelo Rebelo de Sousa diz que "sofre" por visita sem abraços em Cabo Verde

Presidente português garantiu, na Praia, que dentro de menos de dois meses volta a Cabo Verde para nova visita oficial que "compense".
Lusa 17 de Maio de 2021 às 17:29
Marcelo Rebelo de Sousa durante visita a Cabo Verde
Marcelo Rebelo de Sousa durante visita a Cabo Verde
Marcelo Rebelo de Sousa durante visita a Cabo Verde
Marcelo Rebelo de Sousa durante visita a Cabo Verde
Marcelo Rebelo de Sousa durante visita a Cabo Verde
Marcelo Rebelo de Sousa durante visita a Cabo Verde
Marcelo Rebelo de Sousa durante visita a Cabo Verde
Marcelo Rebelo de Sousa durante visita a Cabo Verde
Marcelo Rebelo de Sousa durante visita a Cabo Verde
Marcelo Rebelo de Sousa durante visita a Cabo Verde
Marcelo Rebelo de Sousa durante visita a Cabo Verde
Marcelo Rebelo de Sousa durante visita a Cabo Verde
O Presidente português, Marcelo Rebelo de Sousa, garantiu esta segunda-feira, na Praia, que dentro de menos de dois meses volta a Cabo Verde para nova visita oficial que "compense" o que "sofre" pela curta deslocação, sem abraços ou mergulhos.

O chefe de Estado português chegou ao Palácio Presidencial, na cidade da Praia, já passava das 13:00 locais (15:00 em Lisboa), para uma curta visita oficial de pouco mais de quatro horas, para manter a viagem, que anunciou em abril que iria realizar, mas que devido à situação da pandemia de covid-19 em Cabo Verde, foi encurtada.

Questionado pela Lusa sobre a ausência do habitual contacto popular que manteve nas três visitas oficiais anteriores, enquanto Presidente da República de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa garantiu que essa ausência de contactos de rua hoje será compensada dentro de poucas semanas.

"Porque tenho já no meu pensamento regressar proximamente a Cabo Verde. É uma compensação afetiva, aquilo que sofro desta vez, por esta estada tão breve, tão curta. Vou compensar muito em breve daqui por umas semanas, um mês e meio, não mais de dois, vindo cá finalmente para abraçar cabo-verdianos e para fazer uma coisa que gosto sempre de fazer, que é mergulhar no mar cabo-verdiano", afirmou.

"Prefiro o mar humano, mas tenho de admitir que a natureza também é uma das características excecionais de Cabo Verde", acrescentou o Presidente português, que durante a tarde deixa a Praia com destino à Guiné-Bissau, igualmente em visita oficial.

A visita desta segunda-feira, disse ainda, surge depois de não ter sido possível a deslocação do homólogo cabo-verdiano a Lisboa, para a posse do seu segundo mandato.

"A minha vontade seria tê-lo na minha posse, no dia 09 de março último, mas como sabem Portugal atravessava um período muito difícil em termos de estado de emergência. Foram muitos meses muito difíceis", admitiu.

Ao receber o "velho e grande amigo" no Palácio Presidencial, o chefe de Estado cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, destacou as relações entre os dois países e os presidentes.

"[Marcelo Rebelo de Sousa] é Presidente de um país que tem com Cabo Verde relações de muita amizade e de muita fraternidade. Amizade e fraternidade que sustentam relações de cooperação verdadeiramente excelentes. É pena que esta visita seja curta, neste ambiente ainda complicado de pandemia, mas é para nós sempre com muito gosto e com muito carinho que o recebemos neste país que também é seu, Cabo Verde", afirmou Jorge Carlos Fonseca.

A visita de Marcelo Rebelo de Sousa a Cabo Verde envolve ainda esta tarde encontros com o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Carlos Santos, e com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

Ver comentários