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Correio da Manhã

Política
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Marcelo recebido por "mar de gente" na Ovibeja

Manifestação silenciosa esperada o Presidente da República.
29 de Abril de 2017 às 20:17
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa e o ministro da Agricultura, Capoulas Santos
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa e o ministro da Agricultura, Capoulas Santos
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa e o ministro da Agricultura, Capoulas Santos
Marcelo Rebelo de Sousa
Marcelo Rebelo de Sousa
Uma manifestação silenciosa em defesa do aeroporto e de melhores acessos a Beja, lamentos de lesados do BES, défice, autógrafos, 'selfies' e beijos marcaram este sábado a visita, a "passo de caracol", do Presidente da República à Ovibeja.

À chegada à porta principal da feira agropecuária, Marcelo Rebelo de Sousa tinha à sua espera dezenas de habitantes de Beja, em silêncio e munidos de cartazes que defendiam que "Beja merece +", nomeadamente comboios, o desenvolvimento do aeroporto e melhores estradas.

"Presidente, faça alguma coisinha por nós" ou "senhor Presidente, olhe por a gente" foram alguns dos pedidos de manifestantes que quebraram o silêncio para se dirigirem diretamente ao Presidente da República, que, depois de tirar fotografias com populares, respondeu: "Tem que ser, bem merecem".

O protesto foi promovido pelo Movimento Beja Merece, criado em 2011, por habitantes da cidade, em defesa do aeroporto local, da eletrificação do troço Beja-Casa Branca da linha ferroviária do Alentejo e da requalificação de estradas de acesso à região.

O porta-voz do movimento, Florival Baioa, explicou à agência Lusa que a iniciativa serviu, mais uma vez, para chamar a atenção do chefe de Estado para estas reivindicações, à semelhança do que aconteceu há um ano, quando o Presidente visitou a edição anterior da Ovibeja.

Na altura, Marcelo Rebelo de Sousa, para chamar a atenção da necessidade de eletrificar o troço Beja-Casa Branca, chegou à cidade de automotora e, este ano, os manifestantes esperavam que chegasse de avião, através do aeroporto.

"Era para vir de avião, mas atrasei-me no meu programa" em Lisboa, durante a manhã, "e acabei por escolher a via mais simples", ou seja, vir de automóvel, "e tive sorte, não me queixo" do trânsito, "o mais difícil foi atravessar a ponte" à saída da capital, disse o Presidente da República aos jornalistas.

As reivindicações do movimento, realçou, são "importantes", nomeadamente o desejo de "uma utilização turística mais intensa" do aeroporto, "o que é legítimo".

Já dentro do recinto da Ovibeja, o chefe de Estado foi avançando, a "passo de caracol", por entre o "mar" de gente, de todas as idades, que reclamava um beijo, uma 'selfie', um abraço ou um autógrafo.

E o Presidente respondeu positivamente a todas as solicitações, até às de um vendedor de rifas, cuja receita reverte para um clube de futebol local, comprando 20 e ficando a saber que o primeiro-ministro, António Costa, na visita efetuada na sexta-feira à Ovibeja, só tinha comprado uma.

"Mas é que ele [Costa] tem de controlar o défice. Ele controla o défice, eu é que faço as despesas", justificou Marcelo Rebelo de Sousa, acrescentando: "O primeiro-ministro é mais poupado, eu sou mais mãos largas".

Logo a seguir, uma lesada do BES, que disse ter perdido as poupanças depois de "48 anos com uma vassoura na mão", como emigrante, segredou-lhe os seus lamentos ao ouvido e irrompeu em lágrimas.

"Eu sei, eu sei. Sabe que isso está a ser negociado", tentou tranquilizar Marcelo, que, pouco depois, voltou a ser confrontado por outro lesado do mesmo banco que lhe pediu para que não deixe "cair em esquecimento a questão do BES".

Em declarações aos jornalistas, questionado sobre a receção que teve na Ovibeja, Marcelo considerou "impressionante" a forma "como as pessoas gostam de falar" com ele e frisou ser "impossível ser-se Presidente da República sem estar permanentemente em contacto com o povo".

"A última coisa que um presidente pode fazer é ficar fechado em Belém", argumentou o chefe de Estado.
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