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Correio da Manhã

Política
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MARCELO VENCE CAVACO NA GUERRA DE AUDIÊNCIAS

Um verdadeiro ‘KO técnico’. Num round entre dois pesados do PSD e possíveis candidatos às eleições presidenciais de 2006, o comentador Marcelo Rebelo de Sousa bateu aos pontos o antigo primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva.
16 de Março de 2004 às 00:00
O primeiro na TVI, o segundo da SIC, dividiram as atenções dos portugueses, que mostraram claramente a sua preferência.
O analista político viu o seu habitual comentário de domingo no ‘Jornal Nacional’ ser dividido em três partes, mas no confronto directo com Cavaco Silva, a partir das 20h54, registou uma audiência média de quase 1,5 milhões de portugueses.
Entrevistado por Maria João Avillez, no ‘Jornal da Noite’ da SIC, Cavaco, que revelou que só será candidato “em circunstâncias especiais”, foi visto em média por 860 mil pessoas, o que equivale a nove por cento de audiência média.
O momento mais alto da entrevista do antigo primeiro-ministro à estação de Carnaxide aconteceu às 20h55, quando o jornal chegou aos 10,1 por cento de ‘rating’. Quanto ao ‘share’ (a percentagem de espectadores que via a entrevista entre o total de portugueses que estava em frente à televisão àquela hora), a melhor prestação de Cavaco foi 23,3 por cento.
Números bem mais elevados conseguiu Marcelo Rebelo de Sousa, que chegou aos 41,4 por cento de quota de mercado às 21h16. O valor significa que, a esta hora, entre cada 100 pessoas que via televisão, 41 acompanhavam o comentário semanal de Marcelo e apenas 20 se preocupavam com as explicações do antigo primeiro-ministro.
Marcelo conseguiu uma audiência bem distribuída geograficamente, embora tenha sido maioritariamente visto no Sul (16,4 por cento de ‘rating’), Litoral Centro (15,2) e no Grande Porto (15,0). Também ao nível social, o ‘eleitorado’ de Marcelo revela-se equilibrado. Os espectadores de classe média (C1) foram os que mais viram o professor na TVI (16,4 por cento), embora Marcelo tenha conseguido boa audiência junto das classes baixa (15,9) e alta (14,0).
As mulheres, donas de casa e espectadores com mais de 55 anos foram os que mais interesse demonstraram no comentário de Marcelo Rebelo de Sousa.
Quanto a Cavaco Silva, na SIC, foi mais visto no Litoral Norte (11 por cento) e Interior (10,8), o famoso ‘Cavaquistão’ durante as duas maiorias absolutas que alcançou. As classes média/baixa e baixa constituíram o grosso da assistência do antigo primeiro-ministro, que revelou grandes dificuldades junto do estrato social mais elevado (apenas 6,3 por cento de ‘rating’). O preferido dos sociais-democratas para suceder a Jorge Sampaio revelou ainda dificuldades junto do público mais jovem (apenas 7,1 por cento nos espectadores entre os 15 e os 24 anos e 6,3 por cento nos portugueses entre os 25 e 34 anos).
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