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Correio da Manhã

Política
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Marcha do Chega em Évora com poucos cuidados sanitários

Marchantes juntaram-se para lutar contra o discurso antirracista.
Lusa 18 de Setembro de 2020 às 21:49
Marcha do Chega em Évora com poucos cuidados sanitários
Marcha do Chega em Évora com poucos cuidados sanitários
Marcha do Chega em Évora com poucos cuidados sanitários
Marcha do Chega em Évora com poucos cuidados sanitários
Marcha do Chega em Évora com poucos cuidados sanitários
Marcha do Chega em Évora com poucos cuidados sanitários
Marcha do Chega em Évora com poucos cuidados sanitários
Marcha do Chega em Évora com poucos cuidados sanitários
Marcha do Chega em Évora com poucos cuidados sanitários
Cerca de meio milhar de militantes e simpatizantes do Chega marcharam esta sexta-feira em Évora contra o discurso antirracista, de forma ordeira, mas com muito poucos cuidados e distanciamento social dado o contexto da pandemia de Covid-19.

Com um atraso de quase meia-hora, o presidente do partido nacional populista, André Ventura, chegou, escoltado por seguranças, à porta velha da Lagoa, uma das entradas para o centro histórico da cidade, onde já o esperavam centenas de apoiantes, envergando t-shirts e bandeiras brancas do Chega e cartazes e tarjas com os nomes do seus locais de residência: Braga, Guimarães, Vila Verde, Vizela, Castelo Branco, Leiria.

"Évora também é nossa", congratulou-se Ventura, referindo-se à tradição de voto comunista no Alentejo, precisamente no centro de uma cidade cuja autarquia é dirigida pela Coligação Democrática Unitária (PCP, "Os Verdes"), pelas 20:35, após um desfile de menos de um quilómetro pelas ruas eborenses.

Uma esmagadora maioria de homens de meia idade foi gritando as palavras de ordem: "Chega, Chega! Portugal, Portugal! André, em frente, tens aqui a tua gente! André, amigo, o povo está contigo!", sempre num ajuntamento desregrado, com pouca ou nenhuma distância social.

Por exemplo, o "número dois" do partido, Diogo Pacheco do Amorim, esteve sempre sem máscara, assim como dezenas de outros manifestantes, que marcharam ao ritmo de dois bombos oriundos de Viana do Castelo: "contra a corrupção, racismo é distração".

Noutra tarja, lia-se "António Costa = Nicolas Maduro, corrupção familiar, 'fake' socialist media", enquanto a marcha era encabeçada pela faixa: "Portugal não é racista".

Empunhando um microfone durante todo o percurso, André Ventura foi repetindo as palavras de ordem e sublinhando o apoio do Chega aos profissionais das forças de segurança.

Na chegada à praça do Giraldo, uma varanda tinha um lençol com a inscrição "o fascismo é uma péssima aventura", ladeado por cravos, como que a tomar partido pelo outro lado da via pública, ocupada pelos manifestantes antifascistas (cerca de 200), com aparelhagem sonora a debitar "Grândola Vila Morena" ou "A cantiga é uma arma".

Os marchantes do Chega, que ocuparam um quarto da praça, cantaram o hino nacional enquanto do outro lado se ouviam canções de Zeca Afonso e de Sérgio Godinho, atrás de baias metálicas e com menos de metade do contingente, sob musculada presença da PSP.

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