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Correio da Manhã

Política
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MARIA BARROSO ACUSA PORTAS DE ABUSOS

Maria Barroso, presidente cessante da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) classifica a atitude do ministro da Defesa, Paulo Portas, de "intromissão abusiva" na eleição dos órgãos dirigentes da instituição numa "manobra partidária" sem dignidade.
26 de Junho de 2003 às 00:00
Maria Barroso contra-ataca
Maria Barroso contra-ataca
"Da história tortuosa e desleal do processo eleitoral ainda em curso falarei quando e se vier a entender oportuno", escreve Maria Barroso num artigo publicado no Diário de Notícias.
As críticas a Portas são, aliás, a tónica dominante no texto escrito pela antecessora de Maria José Ritta. Apesar tudo, afirma que sai da CVP com a "satisfação do dever cumprido e de não ter transigido com uma manobra partidária". "Não aceito a intromissão abusiva do senhor ministro da Defesa no processo de eleição em curso dos órgãos dirigentes da Cruz Vermelha", sublinha. Mais, Maria Barroso considera que "há muito que a CVP se deveria ter subtraído à tutela do Ministério da Defesa". Perante as críticas, Portas considerou ontem que "não faria sentido" a continuidade de Maria Barroso na presidência da CVP. "A regra de há 40 anos é a de que os presidentes cumprem dois mandatos. O único cargo vitalício é o do povo português.", concluiu.
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