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Correio da Manhã

Política
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Maria de Belém quer promover “coesão” do PS

A nova presidente do PS, Maria de Belém, prometeu neste sábado no exercício do cargo usar a sua "magistratura moral" para promover a "unidade e coesão do partido".
10 de Setembro de 2011 às 12:08
Evocando Almeida Santos e os que lhe antecederam no cargo, a antiga ministra da Saúde admitiu a "enorme responsabilidade" que lhe é confiada alicerçada numa "expressiva votação"
Evocando Almeida Santos e os que lhe antecederam no cargo, a antiga ministra da Saúde admitiu a 'enorme responsabilidade' que lhe é confiada alicerçada numa 'expressiva votação' FOTO: Estela Silva/Lusa

"É chegada a hora de colocar todo o meu percurso de vida e o que eu sou em função da minha circunstância, a minha magistratura moral, como lhe chamam os estatutos do PS, na defesa da unidade e coesão do partido e no respeito pelos princípios e valores da sua declaração de princípios e do seu programa, tentando não desmerecer daqueles a quem sucedo", disse, numa intervenção que abriu o segundo dia de trabalhos do XVIII Congresso Nacional  o PS, a decorrer em Braga.  

Maria de Belém salientou contudo que, apesar de lhe caber parcialmente enquanto presidente, a tarefa da "unidade e coesão" dos socialistas "deve ser entendida como uma responsabilidade partilhada".  

"Não se impõe, constrói-se. E as construções humanas são tanto mais duráveis quanto mais percorridas pela boa vontade, boa-fé e pelo empenho colectivo verdadeiro", observou.  

Evocando Almeida Santos e os que lhe antecederam no cargo, a antiga ministra da Saúde admitiu a "enorme responsabilidade" que lhe é confiada alicerçada numa "expressiva votação".  

“Valeu a pena agir sempre de acordo com a minha consciência, discordar quando tive que discordar, opinar quando tive que o fazer ou quando entendi dever fazê-lo e trabalhar no sentido de contribuir para o encontro de soluções  comuns quando o interesse partidário o aconselhava ou quando o interesse  nacional o exigir", observou.  

Maria de Belém lembrou ainda a "encruzilhada" com que o País e o Mundo estão confrontados, que impõem "realizações justas".  

"Se hoje eu perguntar ao vento que passa notícias do meu país e do meu mundo, a resposta será inquietante. A incerteza, a insegurança e a desconfiança são as marcas que o caracterizam", referiu.  

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