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Correio da Manhã

Política
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Maria de Belém defende equilíbrios financeiros

Defende que aposentação dos médicos está a conduzir a falhas humanas.
27 de Dezembro de 2015 às 12:05
Maria de Belém Roseira visitou a feira da Brandoa, no concelho da Amadora
Maria de Belém Roseira visitou a feira da Brandoa, no concelho da Amadora FOTO: Mário Cruz/Lusa

A candidata presidencial Maria de Belém Roseira defendeu este domingo que "os cortes na saúde não podem ser acríticos" e que dar prioridade aos equilíbrios financeiros nesta área pode pôr em causa o tratamento urgente de doentes.

"Os cortes na saúde não podem ser acríticos. Têm que ser cortes naquilo que não faz falta ou naquilo que está a ser mal gasto, nunca naquilo que tem de ser posto ao serviço dos cidadãos", afirmou Maria de Belém Roseira aos jornalistas, durante uma visita à feira da Brandoa, no concelho da Amadora, e um dia depois do candidato Marcelo Rebelo de Sousa visitar a urgência do Hospital de São José, em Lisboa.

Sem querer pronunciar-se sobre a morte de um homem de 29 anos no São José, alegadamente por falta de neurocirurgiões ao fim de semana, a candidata defendeu que "priorizar equilíbrios financeiros, sobretudo através de uma lei [dos compromissos] que assaca responsabilidades financeiras a quem está à frente das instituições se não cumprir determinados procedimentos pode pôr em causa aquilo que é muito importante nas instituições, que é estarem preparados para as emergências e para as urgências".

A 14 de dezembro um jovem de 29 anos, David Duarte, morreu no Hospital de São José, depois de ter sido internado no dia 11, tendo-lhe sido diagnosticado uma hemorragia cerebral provocada por um aneurisma, necessitando de uma intervenção cirúrgica rápida.

Sempre sublinhando a necessidade de se aguardar a conclusão dos inquéritos em curso, do Ministério da Saúde e da Ordem dos Médicos, a candidata à Presidência da República adiantou, além da crítica à lei dos compromissos, a ideia de que as políticas de aposentação dos médicos estarão a conduzir a "desequilíbrios na distribuição de recursos humanos".

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