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Correio da Manhã

Política
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Mário Lino sai, Vieira da Silva fica

O primeiro-ministro, José Sócrates, falou ontem ao País para deixar claro que encetou esforços no sentido de criar condições de estabilidade política, embora nenhum dos partidos se tenha mostrado disponível para acordos e coligações com o PS. Sócrates vai agora promover as diligências necessárias para “apresentar ao Presidente da República um Governo da responsabilidade do PS”.
16 de Outubro de 2009 às 00:30
Sócrates vai integrar Alberto Martins num Governo que terá em Vieira da Silva um dos pilares
Sócrates vai integrar Alberto Martins num Governo que terá em Vieira da Silva um dos pilares FOTO: Manuel de Almeida/ Lusa

A expectativa entre os socialistas é enorme. Mário Lino já comunicou à sua equipa, a directores-gerais e administradores de empresas tuteladas pelas Obras Públicas que vai “para casa cuidar dos netos”. Terá sido esta a expressão usada num almoço realizado na terça-feira passada, no ministério, no qual o ministro deixou claro que não fica no próximo Governo.

No mesmo dia, também num almoço, mas no INATEL da Costa de Caparica, Vieira da Silva admitiu que é possível a sua continuidade. Até ontem, Sócrates não deu nenhum sinal, mas a substituição de Alberto Martins na liderança do Grupo Parlamentar aumentou as especulações. Os Assuntos Parlamentares e a Justiça são pastas a que o nome de Martins concorre.

FRASES

"Eu respondo pela iniciativa que tomei, os partidos terão de responder pela sua"

"Nenhum dos outros partidos declarou vontade sequer de iniciar um diálogo"

"Este Governo durará quatro anos, é com esse espírito que parto"

José Sócrates Líder do PS

SÓCRATES SEM ACORDO COM BLOCO E PCP

"Não há condições para qualquer coligação." Foi desta forma que o líder do BE, Francisco Louçã, afastou ontem, em definitivo, um acordo com o actual Governo, depois de uma reunião com o primeiro-ministro, José Sócrates, em S. Bento.

À tarde, o encontro de José Sócrates com Jerónimo de Sousa, do PCP, encerrou a ronda de encontros com os partidos com representação na Assembleia da República, iniciada na quarta-feira.

O líder comunista saiu da audiência com um discurso semelhante ao de todos os outros : nem coligações, nem acordos formais com o PS.

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