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Correio da Manhã

Política
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Medina Carreira diz que envolvimento no Monte Branco é "um equívoco"

O antigo ministro das Finanças Medina Carreira considerou esta sexta-feira um "equívoco" e uma "difamação" o seu alegado envolvimento no caso Monte Branco que passa por fuga ao fisco e branqueamento de capitais.
7 de Dezembro de 2012 às 10:01
Antigo ministro das Finanças Medina Carreira
Antigo ministro das Finanças Medina Carreira FOTO: d.r.

Foi esta sexta-feira noticiado que a Polícia Judiciária efectuou, no âmbito do 'caso Monte Branco', buscas à casa de Medina Carreira.

Medina Carreira disse que "não tem muito a dizer" sobre o caso, apenas que foi procurado, na quinta-feira, de "surpresa pelas autoridades policiais e [polícia] judiciária" na sua casa, onde fizeram "uma busca muito minuciosa, felizmente, no escritório".

"Estiveram a analisar os dados informáticos e não encontraram nada, como não podiam encontrar", disse o consultor e comentador de assuntos políticos e económicos.

Medina Carreira contou que o que lhe foi relatado pelas autoridades respeita a uma conta que nunca teve, a uma terra onde nunca passou do aeroporto em escala técnica, em montantes que nunca juntou na vida, com um gestor de que nunca ouviu falar.

"Não tenho nada de ver com o assunto, é um equívoco, é uma difamação, o que quer que seja", frisou, adiantando que não consegue arranjar explicação para o sucedido.

Para as "coisas absurdas não conseguimos arranjar fácil explicação", comentou.

Sobre se pretende tomar alguma medida sobre esta situação, Medina Carreira disse que "o caso está entregue às autoridades competentes, que investigarão até onde entenderem".

"Não tenho assim nada a fazer, nem constitui advogado, nem coisa nenhuma", acrescentou.

   A operação Monte Branco surgiu em maio, envolvendo o Ministério Público e a Inspecção Tributária, traduzindo-se na detenção, entre outros arguidos, de Michel Canals, antigo quadro do banco suíço UBS, e de Nicolas Figueiredo, seus sócio na Akoya Asset Management, sedeada em Genebra.

Os clientes de Canals seriam empresários, políticos, autarcas, futebolistas e industriais interessados em fugir ao fisco.

Michel Canals foi gestor de conta na UBS do antigo líder parlamentar do PSD Duarte Lima, que é arguido num outro processo (alegada fraude relacionada com o BPN) e que esteve em prisão preventiva antes de ficar em prisão domiciliária, com pulseira electrónica, também sob proposta do MP.

O caso está a ser investigado pelo procurador Rosário Teixeira do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP).

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