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Correio da Manhã

Política
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Medina diz que ainda não é tempo para falar de autárquicas

Autarca recusa falar em eventuais acordos de esquerda para as eleições de 2017.
4 de Junho de 2016 às 12:28
O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina
O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina FOTO: Jorge Paula
O dirigente socialista e presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, recusou este sábado falar sobre eventuais acordos à esquerda nas próximas eleições autárquicas de 2017 afirmando que os cidadãos esperam que se concentre na governação da cidade.

"Este é o momento de nos concentrarmos na governação da cidade e não nas eleições autárquicas", disse Fernando Medina à chegada ao 21.º Congresso do PS.

Apesar de questionado de forma insistente pelos jornalistas sobre eventuais acordo com os partidos da esquerda no município, Medina recusou adiantar pormenores referindo que está empenhado em "resolver os problemas da cidade, a questão autárquica terá o seu tempo".

No primeiro dia do congresso, o secretário-geral do PS e primeiro-ministro, António Costa, afirmou: "Naturalmente, nas próximas eleições autárquicas, cada um concorrerá com as suas próprias listas. Como disse com muita graça [o secretário-geral do PCP] Jerónimo de Sousa, não há pacto, nem agressão", referiu.

Costa fez nesta passagem do seu discurso uma alusão a notícias desmentidas de que socialistas e comunistas teriam um pacto de agressão, tendo em vista as próximas eleições autárquicas.

Na sua intervenção já no interior do Congresso, o dirigente socialista Fernando Medina não fez qualquer referência ao tema das autárquicas optando por "valorizar os resultados da governação" do Partido Socialista.

"Cumprimos é mais do que um bom 'slogan'", afirmou Medina, tendo acrescentado que o Governo chefiado por António Costa terminou com "os discursos dos impossíveis" e cumpriu "escrupulosamente" os compromissos eleitorais levando ao "regresso da confiança entre os portugueses e o seu governo".

Falando sobre o futuro, Fernando Medina considerou que "é claro que a recuperação da economia é a prioridade" porque os bloqueios estruturais persistem, exemplificando com as empresas que precisam de crédito e não o conseguem obter.

"O ponto mais importante é a afirmação de agenda reformista e modernizadora para o país", como a modernização do Estado, simplificação administrativa, descentralização, aceleração do investimento pelos fundos comunitários, referiu ainda perante os cerca de 1700 delegados ao congresso.

Após Fernando Medina, coube a Vasco Cordeiro, presidente do Governo Regional dos Açores - e recandidato ao cargo nas eleições regionais de setembro/outubro - dirigir-se ao Congresso tendo afirmado que "o PS em Portugal tem uma tripla responsabilidade para com os portugueses de cumprir aquilo a que se comprometeu, como restabelecer a confiança no governo e dando a prova de que os compromissos são para cumprir".
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