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Correio da Manhã

Política
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Mendes recupera baixa de impostos

O PSD vai voltar a propor a descida das taxas de IVA e de IRC no Orçamento de Estado de 2008. O anúncio foi feito ontem pelo líder social-democrata, Luís Marques Mendes, no seu discurso de rentrée, no final da Universidade de Verão do partido, em Castelo de Vide.
3 de Setembro de 2007 às 00:00
Luís Marques Mendes quer soluções para os 50 mil jovens licenciados sem emprego
Luís Marques Mendes quer soluções para os 50 mil jovens licenciados sem emprego FOTO: Nuno Veiga/Lusa
“Ela [a proposta] vai representar o grande combate político dos próximos tempos. Falo dos impostos. No próximo Orçamento de Estado, em Outubro, vamos propor uma descida de impostos. Uma descida da taxas de IVA, de IRC, e do imposto sobre as empresas”, declarou Mendes, acusando o Governo de “oportunismo político”, porque “o que dá jeito” ao Executivo é baixar a carga fiscal em 2009, ano eleitoral.
O presidente social-democrata não concretizou, porém, a proposta que muita polémica deu no passado com a oposição pública de Manuela Ferreira Leite à ideia e as dúvidas sobre a sua eficácia por parte de Eduardo Catroga, um dos elementos da equipa que está a elaborar a moção de Mendes para as eleições directas.
Acabar com as Scut que custam 750 milhões de euros ao País foi outra das medidas exigidas.
No seu discurso, Mendes não esqueceu a campanha interna, recordou Sá Carneiro e avançou com a solução: unir esforços para derrotar o Governo em 2009, voltando a defender que José Sócrates é derrotável. O líder do PSD acusou ainda o Governo de estar a “bloquear” a sociedade e Sócrates de ser o primeiro-ministro “mais arrogante” de sempre. Antes, procurou capitalizar o recuo do Executivo na escolha do novo aeroporto.
PROGRAMA DE APOIO AOS JOVENS
Marques Mendes avançou ontem com a criação de um programa de integração na vida activa dos jovens licenciados, defendendo incentivos à contratação e estímulos ao auto-emprego. “São já 50 mil os jovens que têm um curso superior e que não conseguem um emprego [...]. Não podemos assistir de braços caídos a este drama que atinge milhares de jovens”, afirmou em Castelo de Vide. Para o efeito, defendeu a criação de um programa para a integração dos jovens licenciados na vida activa, financiado através de uma linha específica do novo Quadro Comunitário de Apoio. O programa deverá estar assente em quatro linhas: estágios profissionais, reconversão profissional, incentivo do Estado à contratação e estímulos ao auto-emprego.
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