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Correio da Manhã

Política
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MENEZES ACUSA GIOVERNO DE PERSEGUIÇÃO

O presidente da Câmara de Gaia acusa alguns membros do Governo de estarem "a perseguir e a discriminar a sua autarquia". Durante uma conferência de Imprensa, realizada na Câmara, Luís Filipe Menezes apontou o dedo ao ministro Valente de Oliveira, mas isentou de críticas o primeiro-ministro.
20 de Outubro de 2002 às 00:00
O autarca expôs três situações que configuram "actos gratuitos de perseguição ao município gaiense". O primeiro diz respeito à atribuição das verbas do PIDDAC/2003, que considera discriminarem o município. O autarca diz que a cidade do Porto tem um PIDDAC igual ao somatório dos distritos de Beja, Bragança, Vila Real, Viseu, Portalegre e Guarda, ressalvando todavia que Rui Rio é alheio ao favorecimento. Na sua opinião, o Governo procurou satisfazer Rio no Porto e Santana Lopes, em Lisboa, além de Jardim, na Madeira, porque eles têm acesso à Televisão, e por isso, têm poder. O segundo protesto refere-se à instalação de escolas do Instituto Piaget em Silves e Gaia.

A outra razão de queixa refere-se do licenciamento dos novos casinos. Menezes não hesita em dizer que foi impedido, na sexta-feira, "por manobras do Governo", de participar num debate sobre "Casinos na Cidade", agendado para amanhã, às 21 horas, na RTP 1. "Para corresponder ao convite, tive de alterar a agenda, adiando compromissos. Se vivêssemos sob o Governo do dr. Salazar ou do consulado estalinista revolucionário só haveria uma expressão para qualificar este acto: censura prévia", disparou.

A revolta agudizou-se ao saber que a Solverde – concessionária dos casinos de Espinho e de três no Argarve – inicialmente convidada para participar no "Prós e Contras" como assistente comentador, havia sido também subitamente dispensada.
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