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Correio da Manhã

Política

Menezes e Mendes estão fora da corrida

Os dois ex-líderes do PSD Luís Marques Mendes e Luís Filipe Menezes garantiram este fim-de-semana que estão fora da corrida à sucessão de Manuela Ferreira Leite, cuja data da eleição ficará marcada a 12 de Fevereiro. Apesar de algumas movimentações, ou até pressões, ambos declararam que não avançam. Menezes diz mesmo que está convicto de que o próximo líder do partido será Passos Coelho.
24 de Janeiro de 2010 às 00:30
Luís Filipe Menezes aponta Passos Coelho como próximo líder. Marques Mendes não é candidato
Luís Filipe Menezes aponta Passos Coelho como próximo líder. Marques Mendes não é candidato FOTO: Vítor Mota

"Tenho a convicção de que Pedro Passos Coelho vai ser o próximo líder do PSD", argumentou ontem o autarca de Gaia , no Porto. Questionado sobre quem é o nome que apoia para a liderança do partido, Menezes afirmou que "explicitamente" não se irá "envolver a apoiar nenhum candidato, a não ser em circunstâncias extremas".

Marques Mendes também não é candidato "a nada". O seu nome foi falado nas últimas semanas, com várias personalidades a pressioná-lo, mas o próprio sempre transmitiu que não era o tempo indicado para regressar. Em Matosinhos, verbalizou em público o que já dissera em privado.

Quem tem dito que não é candidato, mas dá sinais contraditórios, é Paulo Rangel. O eurodeputado tem recebido muitos apelos e pode não resistir a recusá-los. E tem-se mantido no terreno em contactos com as estruturas do partido.

O posicionamento de candidaturas, com Aguiar-Branco dado como certo num duelo com Passos Coelho, será clarificado no conselho nacional de 12 de Fevereiro. Porém, dificilmente haverá directas antes de meados de Abril.

APONTAMENTOS

SANTARÉM

O presidente da distrital do PSD/Santarém, Vasco Cunha, venceu as eleições com 91 por cento dos votos, num acto eleitoral com candidatura única.

CONDENADOS

O PSD recuperou um projecto que inviabiliza a candidatura de políticos condenados por crimes a penas superiores a três anos, no prazo de oito anos.

CORTE NOS SALÁRIOS

Pedro Passos Coelho defende um corte de cinco a dez por cento nos salários dos políticos, porque a classe tem de dar o exemplo.

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