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Correio da Manhã

Política
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Menezes perde apoios no PSD

A escolha de Rui Gomes da Silva, ex-ministro Adjunto de Santana Lopes, para liderar a lista ao Conselho Nacional criou uma divisão entre os apoiantes Luís Filipe Menezes no distrito de Lisboa
19 de Maio de 2006 às 00:00
Luís Filipe Menezes está a perder alguns apois de peso em Lisboa
Luís Filipe Menezes está a perder alguns apois de peso em Lisboa FOTO: Tiago Sousa Dias
Os subscritores das dez moções ao Congresso com o título comum ‘Portugal com Ambição’ decidiram avançar com listas próprias ao Conselho Nacional (CN) e Conselho de Jurisdição Nacional (CJN). A lista ao CJN será liderada por Jorge Lopes (actual membro deste órgão) e a lista ao CN será liderada por João Taveira (membro deste órgão e presidente da Secção E do PSD-Lisboa). Estes dois militantes foram eleitos em 2005 nas listas de Menezes e, em Lisboa, são muito próximos de Helena Lopes da Costa, uma indefectível ‘menezista’. A justificação para esta retirada de apoio é a de que, segundo Jorge Lopes, “o CJN precisa de alguém que seja acessível aos militantes de Base”.
Assim, e tendo em conta que a distrital do Porto já declarou o apoio institucional a Marques Mendes, o autarca de Gaia terá sérias dificuldades em aproximar-se dos 45 por cento dos votos obtidos no Congresso de Pombal, em Abril de 2005.
Do lado da Direcção Nacional também se verificam algumas dificuldades. Há quem defenda que a proliferação de pequenas listas aos órgãos nacionais (até ao momento fala-se em nove listas para o CN, três para o CJN e uma para a Mesa do Congresso) são favoráveis a Mendes. Certo é que a Direcção Nacional está a tentar concertar posições para se fazer uma lista ao CN mais abrangente possível.
Quanto a nomes, o CM confirmou que Miguel Macedo será reconduzido no cargo de secretário-geral. Para os restantes órgãos está tudo em aberto. Fala-se, no entanto, que Isabel Damasceno deverá sair da Comissão Política e que Manuela Ferreira Leite, Mota Amaral e Guilherme Silva se vão manter, respectivamente, na Mesa do Congresso, liderança da lista ao CN e presidência do CJN.
Sobre o discurso de Mendes na abertura do Congresso, hoje à tarde na Póvoa de Varzim, o CM apurou que será centrado na análise da situação política e económica do País, com críticas duras ao Governo. No entanto, o líder não esquecerá o partido. Vai anunciar que ainda este ano se iniciará o processo de revisão do programa do partido.
No discurso de encerramento, no domingo à hora do almoço, Mendes irá apresentar propostas concretas em diversas áreas da governação, à semelhança do que fez para a área Justiça.
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