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Correio da Manhã

Política
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Miguel Frasquilho defende que ‘troika’ devia dar mais dois anos a Portugal

Miguel Frasquilho, vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, defende que a 'troika' devia flexibilizar os prazos do ajustamento financeiro de Portugal, concedendo mais dois anos para o cumprimento das metas fixadas e financiamento adicional.
5 de Julho de 2012 às 09:47
Miguel Frasquilho, vice-presidente do grupo parlamentar do PSD
Miguel Frasquilho, vice-presidente do grupo parlamentar do PSD FOTO: Rafael G. Antunes

Miguel Frasquilho considerou que "o Governo está a fazer um trabalho competente no controlo da despesa pública", mas que do lado da receita há "um desvio orçamental considerável, pelo que dificilmente se conseguirá cumprir o défice de 4,5 por cento" no final deste ano.

"Perante isto, penso que seria justo a 'troika' [Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional] reconhecer o trabalho de casa que o Governo tem feito e premiar esse trabalho de casa com uma flexibilização de prazos que não impusesse mais austeridade aos portugueses", defendeu o antigo secretário de Estado do Tesouro e Finanças. Quanto ao grau desse prolongamento de prazos, afirmou: "Não sei se um ano seria suficiente, penso que dois anos podia ser mais apropriado".

No seu entender, "este era o momento propício para uma flexibilização das metas orçamentais para os três países da União Europeia intervencionados: Portugal, Irlanda e Grécia", tendo em conta as "decisões importantes em matéria de financiamento dos Estados-membros e do sector financeiro" tomadas no último Conselho Europeu.

Segundo o deputado, se não houver uma flexibilização de prazos, sobra como alternativa a adopção de "mais medidas de austeridade", opção que rejeita.

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