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Correio da Manhã

Política
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Miguel Macedo foi o 3.º ministro a demitir-se

Do Governo de Passos Coelho, já se demitiram Miguel Relvas, Vítor Gaspar e Miguel Macedo.
16 de Novembro de 2014 às 20:32
Miguel Macedo
Miguel Macedo FOTO: Paulo Novais / Lusa

Miguel Macedo foi o terceiro ministro a demitir-se do XIX Governo Constitucional, liderado por Pedro Passos Coelho, depois de Miguel Relvas em abril de 2013 e de Vítor Gaspar em julho do mesmo ano.

O ex-ministro da Administração Interna, que anunciou este domingo a demissão pelo envolvimento de pessoas que lhe são próximas nas investigações à alegada corrupção na atribuição de vistos 'gold', tornou-se o quarto ministro a sair do executivo, depois de Álvaro Santos Pereira, ter sido exonerado em julho deste ano da pasta da Economia, sendo substituído por António Pires de Lima. 

A saída do Governo de Miguel Relvas, em abril do ano passado, na altura ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, implicou a primeira mudança ao nível de ministros no executivo PSD/CDS-PP ao fim de 22 meses. Na altura, Miguel Relvas, considerado o "braço-direito" político do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse que saía "por vontade própria". "É uma decisão tomada há varias semanas conjuntamente com o senhor primeiro-ministro. E saio, apenas e só, por entender que já não tenho condições anímicas para continuar", afirmou.

A passagem de Miguel Relvas pelo XIX Governo foi marcada por diversas polémicas, relacionadas com a sua licenciatura, com as suas relações com o antigo diretor do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED), Jorge Silva Carvalho, e alegadas pressões a jornalistas.

Quatro meses depois, demitia-se Vítor Gaspar, ministro do Estado e das Finanças. Numa carta dirigida na altura ao primeiro-ministro, Vítor Gaspar justificava que a urgência da sua demissão era agora "inadiável" e revelava que a primeira vez que manifestou a vontade de sair do Governo foi em outubro de 2012, depois do primeiro acórdão do Tribunal Constitucional (TC), a 5 de julho, que determinou a inconstitucionalidade da suspensão dos subsídios a funcionários públicos e pensionistas, por violar o princípio da igualdade.

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