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Correio da Manhã

Política
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Mil milhões perdoados

Portugal perdoou ontem mais de mil milhões de euros da dívida da Hidroeléctrica Cahora Bassa (HCB), cujo total ascende a 1,9 mil milhões de euros, no acordo de cedência da barragem a Moçambique.
3 de Novembro de 2005 às 00:00
Segundo o memorando, assinado ontem às 20h00 em São Bento, Portugal transfere a gestão da barragem para Moçambique, mas fica como “parceiro estratégico”, com 15 por cento da empresa, e recebendo o pagamento de 787,4 milhões de euros. Portugal fez-se representar na assinatura do acordo pelo ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, e Moçambique pelo ministro da Energia.
O memorando prevê o pagamento dos 780 milhões de euros em três prestações, duas em 2006, no valor de 200 milhões de euros, e uma terceira (o restante) um ano após o acordo final. As respectivas minutas são assinadas até Dezembro deste ano.
Depois de à hora de almoço ter dado o acordo como “muito próximo”, o primeiro-ministro José Sócrates, congratulou-se com o “virar de página”, considerando ter sido “um bom acordo para os dois países”.
Segundo fonte governamental, nos tempos de Guterres um projecto de acordo previa a devolução da barragem por cerca de 500 milhões. Satisfeito estava também o presidente moçambicano, Armando Guebuza, com o facto de a barragem passar a ser “gerida por Moçambique”.
Iniciada em 1969 e concluída em 1975, a central hidroeléctrica tem um volume de negócios de 174,5 milhões de euros por ano.
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