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Correio da Manhã

Política
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Milhares de comunistas na Marcha pela Liberdade

Milhares de militantes comunistas protestaram ontem nas ruas de Lisboa contra a Lei dos Partidos, que obriga à verificação periódica do número mínimo de cinco mil militantes de uma força política.
2 de Março de 2008 às 00:30
“Somos muitos, muitos mil. Muito mais do que cinco mil”, gritaram os militantes na manifestação intitulada ‘Marcha pela Liberdade e Democracia’, encabeçada por Jerónimo de Sousa.
O líder do PCP acusou o Governo, liderado por José Sócrates, de atacar todas as vertentes da democracia, de se submeter aos “ditames dos poderosos” e de estar a desenvolver um Estado policial. “Este Governo autoproclamado moderno recorreu à resposta clássica, com arrogância e autoritarismo – animado directa ou indirectamente pelo silêncio ou mesmo com intervenção –, através de uma escalada de ataques às liberdades”, afirmou Jerónimo de Sousa durante o protesto, que, segundo a organização do PCP, juntou cerca de 50 mil pessoas
Frente à sede do Tribunal Constitucional, os protestantes exibiram os seus cartões de membro do partido. O PCP opõe-se à obrigatoriedade de fiscalização periódica do número mínimo de cinco mil militantes para que um partido possa ter existência legal. “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais”, foi outra das frases mais gritadas.
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