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Ministra da Saúde diz que não há razões para aumento de partos em ambulâncias com urgência regional

Ministra da Saúde frisou que a maioria dos partos não acontecem em situações de urgência e emergência.

17 de março de 2026 às 20:32

A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou esta terça-feira que não existem razões para que o número de partos em ambulâncias aumente com a criação das urgências regionais de obstetrícia.

"Nós vamos ter que olhar para os números. Não há nenhuma razão para que, devido à urgência regional, o número de partos em ambulâncias aumente", disse Ana Paula Martins em declarações à margem da inauguração do Centro de Saúde de Sangalhos, no concelho de Anadia.

A ministra adiantou que as urgências que estão agora a concentrar estiveram "em contingência" a maior parte do ano de 2025.

"Isto quer dizer que não estavam disponíveis, porque não tinham equipas completas", referiu, apontando que o número de partos era superior ao que as equipas conseguiam realizar.

Segundo Ana Paula Martins, também "não tinham apoio perinatal diferenciado", tendo por isso as grávidas e parturientes de ser transferidas para o Garcia de Orta e Beatriz Ângelo, que são "hospitais de nível 2".

"No fundo o que nós estamos a fazer, não desvalorizando naturalmente as preocupações, é a concretizar aquilo que já agora estava a acontecer: a maior parte dos partos em urgência ou em emergência já aconteciam nestes hospitais", sustentou.

A ministra da Saúde frisou ainda que na maioria dos partos não acontecem situações de urgência e emergência e que, de forma planeada e programada, esses "vão continuar a acontecer, quer no Barreiro, quer em Vila Franca".

"Por outro lado, uma grande parte dos partos, que são considerados partos normais, de gravidezes de baixo risco, já esta terça-feira são maioritariamente acompanhadas por enfermeiros especialistas em saúde materna e obstétrica e os partos também feitos por esses enfermeiros especialistas", acrescentou.

De acordo com Ana Paula Martins, o que o governo está a fazer é utilizar todos os recursos e colocá-los a trabalhar em conjunto.

A ministra disse ainda que o que mais preocupa o governo são os partos extra-hospitalares, uma grande parte deles realizados no domicílio.

"Isso traz-nos algumas preocupações, porque um parto no domicílio é um parto que, efetivamente não tem uma equipa, não tem as condições para garantir a segurança clínica que precisamos. Como sabemos aquilo que é um parto normal e um parto numa gravidez de baixo risco de repente pode tornar-se uma situação grave e, quando é assim, nós precisamos mesmo de estar num meio hospitalar", concluiu.

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