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Ministra da Segurança Social considera suficiente apoio aos toxicodependentes

Comandante do comando metropolitano de Lisboa da PSP pediu mais investimento nesta área.

15 de setembro de 2026 às 18:07

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social considerou, esta terça-feira, em Mafra que o apoio dado aos toxicodependentes é suficiente, depois de o comandante do comando metropolitano de Lisboa da PSP pedir mais investimento nesta área.

"Ao contrário do que acontece, por exemplo, com a população idosa, nós não temos aí nenhuma informação de que não sejam suficientes" os apoios afirmou à agência Lusa Maria do Rosário Palma Ramalho.

À margem da inauguração de um lar da Santa Casa da Misericórdia de Mafra, a governante remeteu para o Ministério da Saúde "quando é só uma questão de toxicodependência".

"Se for uma situação que também implique carência social, que muitas vezes está associada à toxicodependência, como a pessoa estar sem abrigo, por exemplo, então, aí entram as respostas também da Segurança Social e que estão a funcionar bem com os centros de acolhimento", explicou.

O comandante do comando metropolitano de Lisboa da PSP pediu mais investimento no apoio aos toxicodependentes, sustentando que o combate ao tráfico e consumo de droga "não é só da polícia", mas também da saúde e segurança social.

Em entrevista à agência Lusa, o superintendente-chefe Luís Elias falou sobre o aumento do tráfico e consumo de droga na área do comando metropolitano de Lisboa da PSP (Cometlis) e da sua relação com alguma criminalidade, nomeadamente furtos a estabelecimentos e residências e os assaltos a pessoas nas ruas.

Segundo Luís Elias, o consumo de cocaína "democratizou-se, deixou de ser uma droga das elites, passando a ser consumida por vários estratos sociais" devido ao preço reduzido e ao aumento da oferta, além de estar a ser atualmente vendida "muito adulterada".

O comandante do Cometlis adiantou que "o consumo de cocaína está concentrado em determinados locais" de Lisboa e reconheceu que o consumo de droga na rua tem "impacto no sentimento de insegurança das pessoas", salientando que a PSP procura combater este fenómeno do ponto de vista do tráfico.

No entanto, lembrou que o consumo é "encarado pelo legislador como um problema de saúde pública" desde o ano 2000, devendo o problema dos toxicodependentes ser tratado também pelo sistema de saúde e pela segurança social.

"É importante também chamar aqui a necessidade de investimento, de fundos públicos, de apoio aos toxicodependentes. Penso que é muito importante voltar a investir em equipas de rua. O investimento dá-nos a sensação de que a determinada altura deixou de ser uma prioridade tão grande e é necessário voltar a investir", apelou.

De acordo com Luís Elias, as equipas de rua existem atualmente, mas "com menos dimensão", sendo necessário trabalhar nos programas de substituição, no acompanhamento e consumo assistido.

O comandante destacou que há "um certo aumento do consumo na via pública por haver falta de resposta" ao nível da saúde e do acompanhamento.

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