page view

Ministra diz que hospitais ativaram nível mais baixo dos planos de contingência, mas admite "falta de recursos humanos"

Ana Paula Martins afirmou que hospitais estão preparados para fazer face ao calor.

30 de junho de 2026 às 19:47

A ministra da Saúde disse esta terça-feira no Porto que todos os hospitais ativaram o nível mais baixo dos planos de contingência e que estão preparados para fazer face ao calor, mas admitiu dificuldades devido à falta de recursos humanos.

Em declarações aos jornalistas Ana Paula Martins afirmou que "os planos de contingência foram todos ativadas", estando neste momento no nível um (o mais baixo).

"Nós estamos preparados, ou seja, nós temos os planos todos desenhados, como temos nas ondas de frio também, mas é verdade que temos dificuldades. É verdade que temos dificuldades porque, como sabem, o período do verão é um período em que nós temos muita falta de recursos humanos devido às merecidas férias também dos profissionais", disse a ministra à margem da reunião de trabalho da Plataforma Regional de Especialização Inteligente (PREI) em Ciências da Vida e da Saúde, que decorreu na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.

Enfatizando que o país precisava ter "o dobro dos profissionais" para constituir as equipas, a governante salientou que "quando o calor aumenta as descompensações também potencialmente aumentam e as afluências à urgência também aumentam".

Questionada se as escalas estão todas asseguradas para os hospitais onde existem mais dificuldades, a ministra admitiu não ter "a escala completa para os próximos três meses" devido "à falta de recursos humanos".

Sobre um eventual fecho das urgências, Ana Paula Martins afirmou "não é provável, mas possível".

"Temos mais dificuldades, é verdade, na área da pediatria, em determinadas regiões do país, como Lisboa e Vale do Tejo, sobretudo, na área da pediatria, temos também muitas dificuldades, na área da anestesia, nós não podemos ter urgências abertas totalmente, cerca de 160 urgências abertas, sem anestesia", assinalou a governante.

O tempo quente que afeta Portugal dará origem a uma onda de calor que se prolongará por oito a 10 dias e atingirá praticamente todo o país, estimou hoje o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA). A exceção serão alguns locais na zona litoral oeste e sul.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8