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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Ministra diz que tem sido feito investimento "muito grande" nos guardas prisionais

Ministra da Justiça destacou a possibilidade de pagamento de horas extraordinárias e o aumento na idade para recrutamento.

19 de dezembro de 2025 às 18:17

A ministra da Justiça considerou esta sexta-feira que o Governo tem feito "um investimento muito grande" na revisão da carreira dos guardas prisionais, destacando a possibilidade de pagamento de horas extraordinárias e o aumento na idade para recrutamento.

"Desde o primeiro momento que o Governo, o 24º e o 25º, têm feito um investimento muito grande na revisão da carreira dos guardas. Fizemos ainda agora a celebração do acordo com todos os sindicatos, que visa o aumento do espetro das idades para recrutamento e podermos renovar o corpo da guarda prisional, que tanto precisa", destacou Rita Alarcão Júdice.

A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, marcou esta tarde presença na Festa de Natal do Estabelecimento Prisional de Coimbra, à qual os jornalistas não puderam assistir.

À saída, depois de questionada sobre a greve de quatro dias dos guardas prisionais, a ministra da Justiça vincou aos jornalistas que o Governo também conseguiu que ficasse prevista a possibilidade de pagamento de horas extraordinárias.

"Motivos de queixa haverá sempre, nós não podemos dar tudo a todos, mas o que todos os guardas sabem e os sindicatos com quem temos discutido também, é que da parte do Governo há uma abertura muito grande. Sempre houve e tem sempre havido um grande respeito por estes profissionais e um grande empenhamento da nossa parte em dar as melhores condições possíveis para que possam fazer o melhor trabalho nas funções que desempenham", afirmou.

Sobre a motivação para a greve, a governante considerou que terá a ver mais com as condições e as circunstancias de cada estabelecimento prisional e não com um descontentamento geral.

"Mas, as razões pelas quais os guardas querem agora fazer novamente, ou alguma parte quer fazer greve, ou algum sindicato está a motivar esse movimento, acho que é aos sindicatos que terá de perguntar e não à ministra. Da minha parte tudo tenho feito para dar as melhores condições possíveis e acho que temos tido grandes conquistas: os próprios guardas sabem reconhecer isso", sustentou.

Os jornalistas aproveitaram ainda para questionar Rita Alarcão Júdice sobre o pedido de escusa do procurador-geral da República, Amadeu Guerra, sobre as conclusões da averiguação preventiva à Spninumviva, ao que respondeu não se poder pronunciar sobre o tema.

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