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Correio da Manhã

Política
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MINISTRA TERESA GOUVEIA PEDE CONGRESSO

A ministra dos Negócios Estrangeiros, Teresa Gouveia, declarou publicamente que o PSD deve convocar um Congresso para aí eleger um novo líder. É o terceiro ministro de Durão Barroso a pronunciar-se contra a solução através de sucessão directa.
1 de Julho de 2004 às 09:28
Depois de Marques Mendes, ministro dos Assuntos Parlamentares, e de Manuela Ferreira Leite, ministra das Finanças e ‘número dois’ do Governo, ontem foi a vez de Teresa Gouveia expressar a sua opinião em declarações ao jornal “Público”. “Não defendo a realização de eleições antecipadas, mas entendo que só um Congresso do PSD permite às bases e aos militantes escolher um líder em condições democráticas e livres”, disse a ministra dos Negócios Estrangeiros.
Recorde-se que o Conselho Nacional do PSD, que se reúne a partir das 15h00, vai escolher esta quinta-feira o sucessor de Durão Barroso na liderança do partido. O candidato natural à sucessão é Pedro Santana Lopes, primeiro-vice-presidente do PSD e presidente da Câmara Municipal de Lisboa.
Os estatutos do PSD conferem ao Conselho Nacional poder para escolher um sucessor em caso de saída do líder, mas Manuela Ferreira Leite, por exemplo, já disse publicamente que essa sucessão directa constitui um “golpe de Estado” no interior do PSD. Teresa Gouveia não vai tão longe, mas considera que o Congresso é a única forma de “ultrapassar as divisões dentro do partido” e garantir uma solução de estabilidade.
A (ainda) ministra dos Negócios Estrangeiros não estará presente na reunião do Conselho Nacional do PSD, hoje, por considerar que se estará perante “um facto consumado”, isto é, a escolha de Santana Lopes para suceder a Durão Barroso.
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