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Correio da Manhã

Política
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Ministra vai ao parlamento explicar dificuldades nos tratamentos de hepatite C

Audição de Marta Temido, a pedido do PSD, foi esta quarta-feira aprovada pela Comissão de Saúde.
Lusa 29 de Maio de 2019 às 11:38
Marta Temido, ministra da Saúde
A ministra da Saúde, Marta Temido
Marta Temido
Marta Temido, ministra da Saúde
A ministra da Saúde, Marta Temido
Marta Temido
Marta Temido, ministra da Saúde
A ministra da Saúde, Marta Temido
Marta Temido
A ministra da Saúde vai ao parlamento explicar as dificuldades na administração de tratamentos para doentes de Hepatite C nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde denunciadas pela SOS Hepatites.

A audição de Marta Temido, a pedido do PSD, foi esta quarta-feira aprovada pela Comissão de Saúde, com a abstenção do PS, segundo disse à Lusa o deputado do PSD Ricardo Baptista Leite.

Além da ministra da tutela, foi também aprovada a audição da diretora do Programa Nacional para as Hepatites Virais, Isabel Aldir, Guilherme Macedo, do Centro Hospitalar São João, Emília Rodrigues, da SOS Hepatites, e Luís Mendão, do Grupo de Ativistas em Tratamentos (GAT).

A SOS Hepatites denunciou em maio que havia hospitais que este ano ainda tinham dado qualquer tratamento prescrito aos doentes de hepatite C, lembrando que apenas Santa Maria e Egas Moniz distribuem tratamentos em tempo útil.

"Os únicos hospitais que estão a dar tratamentos em 15 dias a um mês são o Santa Maria e o Egas Moniz. Temos atrasos em todos os hospitais do país. Os doentes estão a esperar entre quatro meses a um ano", disse então à agência Lusa Emília Rodrigues, da SOS Hepatites.

Confrontada com estas denuncias, a diretora do Programa Nacional para as Hepatites Virais disse desconhecer estas situações, acrescentando que a média da espera é de dois meses.

"Em média, desde que o médico faz o pedido até ao doente iniciar tratamento, decorrem dois meses", disse à Lusa Isabel Aldir, sublinhando que este período de espera não compromete o tratamento.

A Comissão Parlamentar de Saúde aprovou igualmente, por unanimidade, a audição do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário do Algarve e da Ordem dos Médicos, a propósito da suspensão das cirurgias programadas dos Hospitais de Faro e de Portimão.

A suspensão das cirurgias programadas no Hospital de Faro ocorreu entre os dias 16 e 21 de maio e deveu-se a um afluxo fora do comum de utentes.
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