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Ministro Carlos Abreu Amorim adverte contra parlamentarização da governação

Aviso foi transmitido pelo ministro no final do debate parlamentar sobre o relatório de progresso de escrutínio da atividade do Governo na Assembleia da República.

06 de março de 2026 às 12:42

O ministro dos Assuntos Parlamentares advertiu esta sexta-feira contra uma tentativa de parlamentarização da governação, alegando que representará um desrespeito pelo princípio da separação de poderes através do recurso a maiorias de circunstância, obstaculizando a ação do executivo.

Este aviso foi transmitido por Carlos Abreu Amorim no final do debate parlamentar sobre o relatório de progresso de escrutínio da atividade do Governo na Assembleia da República.

Na sua segunda intervenção, o membro do executivo defendeu que o Governo tem caracterizado a sua ação pela "transparência, prestação de contas, responsabilização, abertura ao diálogo e promoção da estabilidade".

"A função fiscalizadora do parlamento não é acessória, é antes estruturante. Este equilíbrio entre órgãos de soberania impede excessos e reforça a estabilidade democrática", acrescentou.

Porém, a seguir, numa mensagem dirigida às bancadas da oposição, o ministro dos Assuntos Parlamentares pediu que "nunca se caia na tentação desequilibradora de confundir fiscalização parlamentar com a parlamentarização da governação".

Uma situação que, na sua perspetiva, seria "reprovável e ofensiva dos rudimentos mínimos do princípio da separação de poderes, em que os parlamentos poderão ensaiar intrusões na esfera constitucional do poder executivo aproveitando ensejos circunstanciais de maiorias parlamentares".

Neste ponto, Carlos Abreu Amorim avisou mesmo contra o efeito prejudicial e corrosivo inerente a uma "eventual tentativa de vexação do princípio da separação e da interdependência dos poderes, designadamente na situação conjeturável em que o poder executivo possa vir a ser incapacitado de governar através do empastelamento da sua ação por via de coligações parlamentares política e ideologicamente anti-natura".

O ministro dos Assuntos Parlamnetares deixou depois um apelo "em nome da transparência".

"Porque sem transparência não há confiança, e sem confiança não há estabilidade nas instituições", acrescentou.

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