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Ministro da Defesa ignora protestos dos militares

O ministro da Defesa Nacional, Severiano Teixeira, é o próximo alvo de contestação ao Governo. O facto de na agenda do ministro não constar qualquer reunião levará os militares a “passear o descontentamento” pelo Rossio, em Lisboa, na próxima quinta-feira, como afirmou Álvaro Martim, da Associação Nacional de Sargentos.

21 de novembro de 2006 às 00:00

Inês Rapazote, assessora de Severiano Teixeira, confirmou ao CM que o ministro não tem marcado nenhum encontro com os militares por considerar que “não há condições para debater as questões” e que é necessário “serenidade e calma”. Inês Rapazote nega, no entanto, que o “passeio” tenha atrasado a marcação dessas reuniões.

Álvaro Martim espera que o “passeio” seja “muito participado”, sem querer revelar números. Os militares irão “passear com as suas famílias”, para lutar contra aquilo que consideram ser um “ataque desmedido à condição militar” e para terminar com o “total silêncio acompanhado de ameaças”.

No centro das reinvindicações está “todo um conjunto de leis que o Governo não cumpre”, já que essas “leis existem e bem”, prossegue Álvaro Martim. E dá o exemplo da dívida do Governo sobre o complemento de pensões dos militares, que actualmente se situa em cerca de 300 milhões de euros. Os militares continuam a aguardar a marcação de um encontro com o ministro Severiano Teixeira. A Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) tinha uma reunião para o passado dia 16, que foi desmarcada, depois de a AOFA ter publicado uma carta aberta, na qual expressava as suas reinvidicações.

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