Manuel Castro Almeida admite que retirar todo o material deixado pelas tempestades é um "enorme problema".
O ministro da Economia e da Coesão Territorial admitiu que retirar todo o material deixado pelas tempestades é um "enorme problema" que depende, em parte de um processo burocrático, que pode fazer atrasar a limpeza.
Em entrevista ao jornal Público, Manuel Castro Almeida disse que o material combustível acumulado nos solos "é um enorme problema", adiantando que o ministro da Agricultura "está a fazer contratos com as câmaras municipais para que elas liderem o processo".
"Está inscrita uma dotação generosa no PTRR [Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência] para financiar a recolha desse material lenhoso que está no meio das matas", realçou.
Castro Almeida indicou ainda que os "contratos com as câmaras municipais já avançaram e as câmaras têm de fazer processos internos de concursos para isso.
"Os concursos atrasam imenso as coisas", disse.
Na entrevista, Castro Almeida disse também que a avaliação e aprovação de candidaturas à reconstrução de casas atingidas estão bastante atrasadas.
"No que respeita às casas, a situação é diferente. As pessoas que vêm pedir os apoios até 10 mil euros fazem o seu pedido e a administração tem de avaliar se o pedido é válido ou não, se o apoio é devido ou não. Quem é que deve fazer essa avaliação? Nós pusemos na lei que serão as câmaras municipais. Não me parece que haja alternativa a esta solução. As câmaras municipais estão, umas mais do que outras, com dificuldades em processar este trabalho", contou.
Relativamente ao setor empresarial, o ministro indicou que "estão aprovados mais de 1.500 milhões de euros da linha de crédito que foi criada e que beneficia cerca de 8.000 empresas"
Questionado sobre se o Governo tem condições de reforçar temporariamente o número de pessoas nas autarquias para agilizar o processo, Castro Almeida refere que Paulo Fernandes, que lidera a estrutura de missão [para a reconstrução da região Centro], articulou-se com as comunidades intermunicipais e já identificou centenas de arquitetos e engenheiros, através das respetivas ordens que estão disponíveis para fazer esse trabalho.
"E as câmaras municipais contactam-nos e contratam-nos. Quem paga é o Estado. Foi essa ajuda que foi dada. Por outro lado, também há câmaras municipais que não estão abrangidas pela zona das tempestades, que estão a ceder técnicos seus para as câmaras poderem fazer esse trabalho. A verdade é que esse trabalho está bastante atrasado", disse.
No entanto, segundo o ministro, há municípios muito avançados como o caso de Ourém e Ferreira do Zêzere que têm os trabalhos mais avançados.
Na entrevista ao Público, o ministro rebate as críticas ao PTRR, garantindo que "só 4% dos recursos é dinheiro que já existe", considerando "dinheiro fresco" tudo aquilo que são verbas já previstas, como por exemplo oriundas de fundos europeus, mas que não foram ainda orçamentadas"
Quando questionado sobre se rejeita a acusação da oposição no Parlamento de que se trata de mais um PowerPoint, Castro Almeida disse não ter ouvido critica nenhuma às 96 medidas.
"Nem uma. Fizeram aquilo que sempre se faz: quando não se tem críticas de substância, critica-se a forma, diz-se que é propagandístico, que é apenas 'show off', eleitoralista. Arranja-se um chavão para dizer mal, porque não se consegue criticar uma única medida", disse.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.